Capítulo I

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Perto de uma floresta densa e sombria, se encontra um ponto de uma pequena aldeia, quieta e cheia de intolerância aos diferentes que vem habitar lá, seus moradores são frios e curtos na hora de se comunicar e ver crianças de bom coração por ali é quase impossível, isso se deve ao fato que naquela região há uma grande concentração de pessoas que rogam ao "GRUMOS" para os mais fiéis é referido como “O homem de mente e alma corroída", por ali se tem muitas regras a serem seguidas mas a sul que consideram fundamental, e única que não pode ser quebrada é a qual "todas as crianças que nascem na primavera, sejam presas em um local escuro, de preferência em porões e sótãos e as deixem sem comida e água por 3 ou 4 dias”, mas sem motivo algum pode ser por as famílias serem muito supersticiosas ou fanatismos, acabam por fazer coisas consideradas vil com suas crianças, como abandoná-las, devorá las ou tentar substituí las por outra “melhor”, mesmo assim isso não impede que as sortudas sobreviventes vivam uma boa e tranquila vida na aldeia, por mais que seja negada por todos e absolutamente ninguém queira ficar perto delas por repulsa, deixando-as  sozinhas em quase todos os momentos de sua vida, para muitos isso seria o certo a se fazer.

    Nessa mesma vila se encontra uma das crianças sobreviventes, que têm uma vida aparentemente  quase comum mesmo sabendo que nunca pertencerá ao povo dali, mesmo nascendo em um belo dia quente de primavera, foi aceita e tratada como uma pessoa normal pela maioria da família, mesmo que todos do vilarejo não a aceitem, e não gostem da ideia de continuarem convivendo perto dela, sua irmã e única familiar viva e responsável por ela insiste em não deixá-la, sempre a mantendo por perto para que não pegue os  “maus hábitos" deles.

-- Lisa

    É de manhã e está frio lá fora, todos dias de outono são assim, de manhã é um gelo, por isso em manhãs como essa me embrulho com duas cobertas, para reter o máximo de calor possível para não virar uma bela escultura de gelo. Ah! Como está gostoso aqui em baixo, é quentinho e reconfortante, mas infelizmente como tudo que é bom dura pouco, acordo com algo puxando a minha coberta e abrindo a janela e deixando o ar frio do outono invadir de forma estrondosa o meu quarto, deixando todo o calor que uma hora esteve aqui, esvazie a sala como se fosse nada e quando olho para ver o'que tirou o meu conforto é minha irmã mais velha Meredith a única dessa casa que abriria com tanto amor a janela, tudo só para me fazer levantar.

—Ande Lisa, saia dessa bendita cama, te chamei a quatro vezes e você nem deu sinal de vida, se não levantar agora os vizinhos vão sair das casas primeiro que você, e provavelmente ficará impossível alimentar os animais com eles importunando a sua vida- Minha irmã está certa, os vizinhos não gostam de mim, e vamos ser francos nem eu gosto deles, mas mesmo assim ao invés de me deixarem em paz eles insistem em dificultar a minha vida para que eu saia desse lado da aldeia, para que possam ter o tão almejado sentimento de paz, e vamos falar a verdade paz só conseguimos mortos.

—Ta! já vou sair da cama- Com um pouco de relutância e cansaço, junto às forças que não tenho e saio da cama de forma preguiçosa que sou. Primeiramente me dirijo a penteadeira onde pego a escova e de forma lenta e calma escovo meu belo cabelo ondulado de cor preta e deixo minha escova em cima da mesinha, eu puxo uma gaveta e dela retiro um colar que minha prima havia me dado, é lindo uso sempre que dá é um Sol sendo encoberto por uma lua isso representa o dia do meu aniversário, acho impressionante que esse colar foi feito a mão, quando volto ao mundo real percebo não lavei a boca e nem meu rosto,  desço as escadas rapidamente para ir direto ao banheiro então e faço minha higiene pessoal e subo novamente para trocar de roupa, coloco um kirtle azul, com o meu apron, e meias que vão até o calcanhar,  logo após minhas botas de couro e não me esquecendo de vestir o cloak, pois lá fora deve estar um gelo, mais uma vez estou descendo a escadaria ajeitando o meu cabelo em uma Chiquinha, caminhando apressadamente para a cozinha e me direciono a mesa onde tem pão, torta, geleia, café, leite e mel, como não tenho a mania de comer muito tomo meu café em um só gole, soco o pão puro na boca com uma velocidade gigante para acabar logo minhas tarefas e não ter nada pra fazer durante a tarde.

Com sangue será a salvaçãoStories to obsess over. Discover now