Em um campo aberto do reino humano de Sangruil, afastado das outras, vive uma família em uma casa solitária. Dois andares, com um jardim bem cuidado no qual não tem flores, mas vegetais e uma macieira. Além de algumas aves, uma vaca e um chiqueiro vazio, tudo isso com uma aparência antiga, mas bem cuidada. A casa possuía uma porta no meio que leva a sala mobiliada com coisas antigas, mas que lembram móveis. Cadeiras que pareciam troncos, uma mesa inclinada, mas firme. Um local amplo que dividia nenhuma parede com a cozinha, somente um alçapão no fundo e um rol de degraus que leva ao segundo andar no qual tinha dois quartos e dentro de um deles, duas crianças dormindo.
O quarto das crianças é simples, com duas camas de feno, com colchas bem remendadas e um baú no canto, que servia de cadeira para a escrivaninha, também inclinada. A única janela estava aberta, mostrando o nascer do sol ao fundo. O suficiente para acordar o garoto, Aron. Uma criança de aparência como as outras, cabelos castanhos escuros e um porte físico invejável, herdado por ser o único filho homem de uma família que vive da labuta diária do campo. Na cama ao lado tinha uma garota, Nala, um pouco menor e com cabelos dourados, dormindo tranquilamente enquanto o irmão se levantava.
O olhar desatento do recém acordado, Aron, desaparece ao se lembrar da lista de tarefas que precisa fazer e logo se transforma em um olhar de desdém ao ver a irmã jogada na cama, ainda dormindo. Sua reação foi rápida, puxou o pé a ponto de quase derrubá-la da cama, mas nada mudou. Nala continuava deitada, imóvel. Conhecendo a irmã, Aron diz:
- Mamãe e papai ainda não voltaram, então já sabe.
Ainda com os olhos fechados e deitada, a garota responde:
- Eu sei. Quem não trabalha, não come. Logo em seguida, pulou para fora da cama.
A garota não parecia cansada e isso irritou levemente o irmão. Não gostava dos fingimentos dela. Contudo, relutou e disse:
- Já passaram 8 dias, faltam 2 para eles voltarem.
A irmã acenou com a cabeça concordando. Não demorou muito para as duas crianças arrumarem as camas e descerem as escadas. Foram em direção a cozinha, pegaram cada um uma cesta e saíram de casa. Do lado de fora, elas viram uma pessoa conhecida tirando leite da única vaca.
- Mamãe! Gritaram as duas crianças.
Uma mulher com cabelos ruivo escuro, um ar cansado e uma beleza que se revelaria depois de um banho e uma noite de sono, recebeu-os com um sorriso no rosto. Mas não importava, as crianças largaram as cestas e correram em direção dela que parou o trabalho para acolhe-los. Ambos pareciam carrapatos.
- Cuidado, vão derramar o leite. Retrucou a mãe.
Isso foi o suficiente para pararem e se comportarem. O dia mal começou e não queriam receber uma bronca. Apesar disso e ainda com um sorriso no rosto, Aron diz:
- Vocês disseram que levariam mais dois dias para voltarem.
Antes de responder, a mãe afasta das crianças o leite extraído com cuidado, abraça forte os dois e diz:
- Eu senti saudades e decidi voltar mais cedo.
- Cadê o papai? Indagou rapidamente Nala.
- Ele ainda não voltou, deve levar mais um dia.
A garota não parecia satisfeita com a resposta, algo a incomodava. Mas não conseguia se expressar em palavras.
- Rápido, vão colher as frutas e eu vou terminar o café-da-manhã.
Ainda inconformada, Nala corre para alcançar o irmão que foi buscar as cestas que largaram no chão. Os dois colheram alguns vegetais, frutas e dois ovos. Agiram rápido a ponto de voltarem para casa e verem a mãe saindo do alçapão, segurando um belo presunto. A felicidade aumentou, fazia tempo que não comiam carne... Frutas, ovos, e fatias de presunto. O café-da-manhã foi rápido, as crianças estavam com fome, mas principalmente, queriam saber das novidades da viagem.
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Da fantasia a realidade em A Ilha
FantasyÉ uma história voltado ao mundo medieval, inspirada no jogo D&D (Dungeon and Dragons). Então esperem as famosas criaturas como dragões, elfos, anões. Além de magias e um ambiente no qual "existem" mais o cinza do que o preto e branco. Qual o grau da...
