E uma bela noite... ou seria manhã, eu já não sei mais, a relatividade te faz perder o sentido do tempo principalmente quando não se está em lugar algum ou em qualquer lugar, eu apenas conto histórias que viajam tão rápido quanto a luz enquanto eu viajo pelo cosmo procurando por ouvintes.
Houve uma época do planeta de onde eu vim em que não se acreditava muito no que poderia ter nessa imensidão infinita, sempre personificando e inflando seus egos como os únicos seres existentes. Quando me tornei um fantasma, pude esclarecer algumas das milhares de dúvidas em que tenho... não completamente mas pude deixar para trás a minha ignorância, apenas existo e não existo, outra dúvida e sobre a minha existência, entretanto falarei um pouco de mim para o vazio e deixarei minhas palavras vagando a procura de um ouvinte.
Tenho muitas histórias para contar, algumas minhas, outras inventadas e outras de outras pessoas ou outros seres, porém as vezes eu nem sei mais diferenciar a quem pertence.
Eu sou uma silhueta em formato semihumano com uma luz falha e acinzentada, consigo trazer sensações temporárias de calafrios e arrepios a quem me encontra, e consigo compartilhar de forma fraca emoções fortes. Um ser sobrenatural, em que poucos conseguem enxergar ou escutar.
Vagar no espaço a deriva sem muitas perpectivas ou expectativas e um tanto solitário e vazio, eu ainda não me acostumei por completo, minha alma costumava se somar a outra, agora parece que boa parte foi embora junto da outra alma, que se fundira em meu ser sem ao menos eu perceber.
Tento perpetuar minhas memórias e sentimentos em palavras que viajam a todo canto, não pretendo ser levado ao esquecimento mesmo após morto, principalmente as coisas incríveis que tenho a compartilhar... não foram feitas para simplesmente desaparecer.
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Um casal de dois seres diferentes do usual estava curioso sobre a minha existência e podiam escutar sussurros de palavras cortadas, estranhamente não se sentiram assustadas com a minha presença... eram um tanto curiosas, assim como eu. Encontravam-se cada vez mais perto em sua nave pequena e metálica com uma cúpula de vidro com as laterais em formato de disco, alguns traços em tons claros de rosa e roxo, e dois pares de olhos curiosos se inclinando para conversar.
"O que duas Alaxiandromas fazem tão longe de casa? Não tens costumes restritos quanto a saídas de sua galáxia?... perdão, onde estão meus modos. Olá! me chamo Saturno, o fantasma contador de histórias, como vão vocês? ".
"Olá Saturno, eu sou a Estrela e esta é a Vi, minha esposa". Dizia Estrela formalmente.
"Acabamos de nos casar, na verdade, estamos fugindo para algum planeta legal onde não nos forcem a casar com quem não queremos... mas é um tanto estranho nós estamos confiando em você...". Completou Vi descendo seu tom de animada para confusa.
"Eu confio em vocês, e minha aura é confiável, são pessoas legais... as vezes faço com que se sintam mais confortáveis para conversarmos".
"Pessoas?".perguntaram as duas animadas.
"Em meu antigo planeta costumávamos chamar seres humanoides de pessoas ou com características humanoides, ou quando se era de fora dele chamávamos de E.T.s ... porém eu não sei aí certo como chamo outros com quem eu abordo, então a maioria das vezes opto por 'pessoas' se não se incomodarem".
"Icomodo algum, conhecemos uma vez a Terra; o pai de Vi era comerciante de especiarias clandestinas e uma vez nósnos oferecemos para ajudar e fomos lá". disse Estrela seguindo Vi em concordância.
"Isso é incrível fico feliz que conheçam... então, eu tenho uma boa histórias sobre casamentos, sabiam? Gostariam de ouvir?" Disse Saturno enquanto analisava e registrava o momento para lembrar-se novamente mais tarde desses rostos.
Ambas acenaram suas cabeças; Estrela tinha seus olhos grandes e violetas em um tom escuro com um cabelo curto e liso até as orelhas, um tom de pele aroxeado com pequenas marcas azuis orelhas pontudas e decoradas em adornos dourados com linhas douradas que encaracolavam em sua testa com uma boca fina e um nariz extra fino, usava um vestido branco rodado que lembrava 'um daqueles vestidos de princesas terrestres' pensava Sam, tinha mangas curtas com renda até ou pescoço e pequenas flores brancas, 'de fato uma princesa'. Vi era uma moça alta com cabelos cacheados volumosos e a pele rosa com tons bege, olhos grandes e amendoados com uma feição animada, com uma boca grossa e um nariz empinado, possuía os mesmos adornos em suas orelhas pontudas; era divertido ver que de fato haviam mesmo acabado de se casar por conta das roupas e adornos e suas alianças de pedra branca e brilhosa em seua dedos; Vi estava uma blusa branca de seda com uma saia do mesmo material mais curta que o vestido de sua esposa, com pequenas flores brancas acompanhada de pérolas e uma coroa de pérolas e flores em seu cabelo. 'Eram com duas princesas perfeitas juntas', Sam se sentiu animado e prosseguiu com sua história.
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Um fantasma contando histórias
مغامرةum fantasma contador de histórias para ninguém e para o cosmos ao mesmo tempo; suas palavras sendo sopradas ao viajantes mochileiros mais próximos que sempre escutam com seriedade tensionados a ocasião, esperando qualquer inesperado surpreendê-los p...
