Prólogo

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- Eu te amo! - disse ela corando violentamente, ansiosa para a resposta que o rapaz daria.

- Você sabe bem que eu não sinto o mesmo por você, somos amigos! - como era esperado dele, sem dó, nem piedade, apenas a verdade nua e crua.

Porque ela tinha que gostar de um verdadeiro idiota, infantil que acabará de entrar no ensino médio, bem mais novo que ela? Não tinha resposta para aquilo ou talvez não quisesse saber qual era o real motivo por ter se apaixonado.

Engolindo em seco e mordendo o lábio inferior violentamente, tentou miseravelmente controlar a vontade de chorar, mais aquilo era mais forte que si mesma, a dor da rejeição do seu grande amor era horrível.

A expressão dele não mudou quando a olhou e percebeu a lágrima solitária que deslizou pela bochecha, até a mão dela mesma a secar rapidamente, o que poderia fazer não sentia o mesmo, nunca sentirá, claro compartilharam momentos bons, segredos e conversas bem articuladas, até mesmo toques e frases apimentadas mais nada além daquilo, havia deixado claro desde o princípio, mais era bom ter ela obcecada e o tratando com amor, porém não conseguia o retribuir, ele sabia que era um sádico egoísta por ter dado alguma leve esperança nela, mais era tão bom tê-la ali, só que não sabia o motivo, não era amor isso podia ser repetido várias vezes.

- Sei, sempre soube mais tentei, não podia deixar a oportunidade passar Luis, meus sentimentos por você são muito fortes, achei que...talvez conseguisse fazer você retribuir, só perdi meu tempo tentando incansavelmente que pelo menos olhasse para mim com carinho... - rindo amargamente, olhou profundamente para os olhos castanhos amêndoados do seu amigo e decretou - ...porém tudo passa, um dia cansamos e esse dia chegou! Luis, te desejo tudo de bom, amanhã é o último dia de aula então não...nos veremos mais!

Ele ficou sem entender por conta daquela obsessão sem sentido dela que ela dizia ser amor, ela não falaria ou continuaria sendo sua melhor amiga? Aquilo era sério?

- Manu...o que você quer dizer com isso? - pergunta.

- Quis dizer que é um adeus! - Falou com uma voz firme e fria, para que não ficasse dúvidas, pensando no tanto de tempo que havia insistido naquele sentimento e que as vezes o mesmo garoto que estava a sua frente fazia questão de corresponder nem que fosse apenas um pouco, já havia falado a ela que gostava da sua "obsessão" como dizia.

- Para com isso doida, somos melhores amigos! - ele disse tentando mudar a situação atual a qual se encontravam.

- Éramos, não sentirá falta alguma de toda forma, você só tem quinze anos logo achará outra que não nutra sentimentos obsessivos como eu...como disse anteriormente pra mim em quase todas as vezes que tentei ter coragem de me declarar... - se encontrando em um misto de emoções, pegou a mochila que estava sobre a cadeira da sala vazia, onde estavam, virou-se se despedindo ali naquele instante no seu melhor amigo e amor sem dizer sequer uma única palavra.

- E isso que você realmente quer? - antes que a mão dela tocasse a maçaneta da porta, perguntou, esperando que desistisse daquela estupidez toda e sentimentalismo.

- Sim...não sou tão boa para controlar minhas emoções, talvez um dia, eu consiga tão bem quanto você... - saindo da sala, com a esperança que talvez ele fosse atrás dela, o que não ocorreu enquanto caminhava pelos corredores vazios da escola.

Ele olhou a porta que se fechou atrás dela, ficou alguns segundos pensando em tudo que havia acabado de acontecer, não iria atrás, tanto fazia o que sua amiga queria, se ela queria daquela forma seria então do jeitinho que o quisera, após alguns minutos ali, saiu, sabia que se o tivesse feito antes estaria alimentando a esperança que estava indo atrás da mesma e não era isso que o faria, claro que ele odiava o fato de ser daquela forma, frio e calculista, mais era melhor ser daquela forma que um que fingia ter sentimentos que magoaria bem facilmente alguém, pois sempre havia sido grosseiro e claro em tudo para que não tivesse dúvidas de sua personalidade e muito menos esperanças que não valiam a pena.

Ambos seguiram lados contrários e a partir daquele momento eram apenas dois estranhos que jamais se encontrariam novamente, ambos pensaram nisso. Porém o destino as vezes é traiçoeiro e não quer deixar laços serem rompidos por completo, não sem ser feito da forma que o mesmo quer.

O Melhor Amigo Do Meu NamoradoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora