A trágica vida de Peter Parker

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Pov Peter

Sinto os raios de sol batendo no meu rosto, e assim acordo de mais uma noite mal dormida, o que já virou rotina a muito tempo desde que os pesadelos começaram, dou um pulo da cama e vou direto para o banheiro fazer minha higiene matinal, e assim começa mais um dia na trágica vida de Peter Parker, depois de sair do banho e me vestir escuto meu celular tocando atendo e ouço a voz do Ned (oque não me surpreende)

- Peter? Já acordou? - fala e me faz revirar os olhos

- não Ned, uma pessoa invadiu a minha casa e atendeu o telefone só pra ouvir a sua adorável voz serena - falo ironicamente, como ele consegue fazer perguntas tão idiotas?

- ok, calma foi só uma pergunta que pessoas que tem bom humor fazem - fala rindo e eu balanço a cabeça negativamente

- você pode ir direto ao ponto?! Fala qual é o crime e onde eu tenho que ir - falo com desânimo

- ok, fica a uns quatro quarteirões da sua casa, tão assaltando uma joalheria, ah, e lembra de não espancar o ladrão dessa vez....

- ninguém mandou ele dirigir a palavra a mim! - falo sem me importar

- isso é trabalho da polícia Pite...

- já falei pra não me chamar assim! - me exalto

- tá bom, foi mal...

- tanto faz, eu já tô a caminho! - coloco o uniforme e depois de saltar da janela começo a atirar teias pelos prédios indo em direção ao local do crime

Sei o que estão pensando, por que Peter Parker esse herói que ajuda pessoas todos os dias é tão armagurado e frio? Bom, essa é uma longa história, mas ao contrário do que esperam ela não começa em nova York com uma picada de aranha em um passeio escolar, como dizem nos quadrinhos de histórias para crianças, que criaram ao meu respeito por falta de conhecimento, na verdade a história verdadeira é bem menos divertida. Começa em 1926 com um garoto de 5 anos que servia de cobaia para pesquisas e experiências do pai, já devem imaginar que sou eu, e o meu "pai" Josef Mengele Parker me usava de cobaia para pesquisas que segundo ele iriam revolucionar a medicina e os avanços científicos, mas para mim era literalmente o inferno na terra, uma tortura diária que nunca acabava. Minha mãe Clarissa Mary Parker ficava horrorizada com as experiências realizadas no próprio filho, mas não era não ousaria enfrentar o meu pai, ela tinha o pulso esquerdo quebrado para provar que não obtivera sucesso nas vezes que tentou, até que um dia a minha mãe simplesmente cansou daquele absurdo e foi embora, meu pai estava concentrado demais em suas "experiências" para ligar, e eu? Eu sabia que depois daquele dia não haveria mais nenhuma chance de liberdade ou alegria pra mim. As experiências sempre acabavam mal, e com isso quero dizer, eu sempre acabava na beira da morte, mas eles sempre tentavam me recuperar e de alguma forma conseguiam, afinal, precisavam de uma cobaia, caso contrário meu pai certamente me deixaria morrer. As experiências continuaram dando errado até os meus onze anos até que por um milagre simplesmente deu certo, meu pai planejava criar um novo homem, uma versão muito mais forte e invencível do ser humano, ele fazia isso por meio de genes de animais mais específicamente com aranhas que era sua especialidade, e eu recebia várias picadas de aranhas de todas as espécies até que ele injetou um tipo diferente de radiação em uma aranha e quando ela me picou...... Bom, vocês já devem imaginar! Eu também tinha um tio e uma tia com quem meu pai não se dava nada bem minha mãe dizia que eles me adoravam e sempre cuidavam de mim quando eu era bebê, mas como todas as pessoas na minha vida que eu amo vão embora não foi diferente com eles, eles mudaram de país por serem judeus quando eu tinha um ano. Depois que eu virei basicamente uma aranha humana, o meu pai adoeceu e ficou mais louco do que já era, foi entre esse período que descobri que iria morar com os meus tios, quando cheguei lá estava assustado mas ao mesmo tempo esperançoso, eles eram legais me tratavam bem me davam as comidas mais gostosas de todas e demonstravam que me amavam isso durou até........

- Peter - Ned fala da escuta - os ladrões estão fugindo!

- você disse que eles estavam assaltando a loja!

- e estavam até a viatura da polícia se aproximar - dou um suspiro de raiva

- qual é o percurso?

- na esquina da joalheria, perto a avenida drive

- tá, já tô a caminho! - persegui aquele carro, e logo o consegui deter, depois deixei a bolsa com as jóias roubadas encima do balcão da loja - Ned?!

- na escuta - fala do outro lado da linha

- mais alguma coisa? Ou outro crime? - falo enquanto atiro teias e voou entre os prédio

- nada por enquanto, ótimo trabalho!

- valeu, te vejo em alguns minutos.

- entendido.

🕷️

Oi gente, então, o que acharam do primeiro capítulo? Tô passando aqui pra avisar que essa fanfic pode abordar assuntos pesados que eu com certeza não pretendo romantizar! Por tanto se você não se sentir bem lendo sobre tortura física/psicológica, suicídio, assassinato, assédio sexual, estupro, sexo explícito ou preconceito racial, talvez não seja a fanfic certa para você porém, com isso também pretendo mostrar a realidade de muita gente que passam/passaram por essas situações, e como já dizia Edmund Burke "aqueles que não conhecem a história estão fadados a repeti-la" portanto é preciso conhecer os erros para não repeti-los.
Aceita sugestões e ideias para a fanfic e levo opiniões em consideração

Desejo a todos uma boa leitura 🖤

A volta (spiderchelle)Where stories live. Discover now