Respirei fundo ainda encarando o oceano esperando, implorando ao caldeirão para que eles retornassem, para que ele me encontrasse, mas nada. Nem um sinal;
Uma mexa do meu cabelo foi puxada e eu virei meu rosto vendo o único animal que era permitido em meu navio, o macaco idiota. Respirei fundo, retornei á minha cabine. encarei o meu chapéu de capitã e respirei fundo.
—vá arrumar com quem brincar!—mandei ao idiota em meu ombro que saiu pulando para fora da cabine, que ele irritasse quantos marujos ele quisesse.
"—você é insuportável!—falei seria olhando em seus olhos e fazendo com o que o mesmo sorrir de lado.
—você ama!—ele argumentou vindo em minha direção.
—vai para o inferno!—tentei o empurrar de leve, mas o mesmo segurou a minha mão e me puxou para ele olhando em meus olhos, aquele calor, aquela necessidade que ele tinha de mim.
—me leva!—ele falou rouco, eu via em seus olhos, o quanto ele precisava de mim. Meu corpo queimou em êxtase."
—eu só preciso de um sinal, e só isso que eu preciso Sebastian!—implorei baixinho sozinha. Gritos.
—CAPITÃ!—alguém me chamou em pleno pulmão e eu me levantei correndo para fora da cabine vendo um dos meus marujo segurando um pergaminho. Seus olhos brilhavam, e por um momento deixei que esperança viesse correndo para pegar o pergaminho.
Era a letra dele. sorri feliz, eram coordenadas de um ponto que eu conheci bem. Respirei fundo e sorri.
—vamos encontrar resto da nossa família!—sorri animada e assumi o controle do navio me levando para aquele lugar tão sagrado.
No nosso primeiro encontro já me deixa de joelhos?
Eu estava divina quando o meu olhar cruzou com ele, a forma como ele adorou o meu corpo, aquela necessidade que eu vi brilhar no mesmo. Aquilo me fez querer ser o que eu sou hoje. Meu corpo sentia que estava indo para o local certo. minha mente e meu coração concordavam quando se tratavam dele.
Aqueles olhos cor castanhos. Ah Sebastian.
Saltei no meio na noite deixando aqueles marujos cansados descansar, estávamos perto de um acampamento, que eu pouco me importava. A duas da manhã se aproximava eu tinha que me apressar.
Corri entre as arvores, segurando o meu chapéu de capitã, estava correndo para seus braços para seu olhar, para o seu corpo. Respirei fundo. Agora faltava pouco. Assim que cheguei ao local eu o vi, o corpo mais musculoso, o cheiro diferente, ele parecia uns centimetros mais alto e eu apenas me aproximei do mesmo.
—Ai esta você!—minha voz soou fina e emocionada —estava a sua procura!—quando o mesmo se virou no escuro eu ainda vi seus olhos brilharem, mas não eram castanhos.
Eram violetas.
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A princesa pirata
AdventureO chapéu e meu, e o macaco irritante também. Nem mil motins me tiraram da cabine imagine de meu cargo?
