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Capítulo 1/

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— Alissa, acorde!

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— Alissa, acorde!

Ouvi uma voz familiar me chamar. Fiz questão de absorver seu tom, como se minha vida dependesse disso. Algo pulsava dentro de mim — um chamado vindo de um lugar tão escuro que eu mal conseguia me encontrar. Era como a morte... ou algo pior.

— Alissa!

Abri os olhos de repente, despertada pelo grito. Meus olhos pareciam fechados há décadas. Minha garganta coçava, e um desconforto profundo no esôfago me fazia sufocar. Era como se minha respiração estivesse obstruída por um líquido ardente. Tossindo, tentei expulsar o que me afogava.

Estava tonta, confusa. Não sabia o que havia me despertado. E, curiosamente, não sentia medo algum.

Foquei minha visão no vulto à minha frente. Um rapaz moreno, de olhos escuros, me observava com preocupação. Vasculhei minhas memórias em busca de alguém com aquelas feições... mas não encontrei ninguém.

— Você está bem?

Eu queria responder, mas estava longe, sonolenta, com um desconforto nas narinas e na garganta. Permaneci em silêncio enquanto ele me pegava no colo com cuidado.

— Ela está bem?

Outra voz familiar ecoou no fim do corredor. Nada fazia sentido. Tudo parecia um emaranhado de fios, onde pequenos espaços se abriam e se fechavam. Concentrei-me na respiração enquanto era carregada, ainda em silêncio.

— Ela está bem!

O rapaz passou por uma mulher — dona da voz anterior — e seguimos até uma porta com uma luz vermelha piscando e a palavra "SAÍDA" no topo. Um alarme zumbia em meus ouvidos, e meu coração disparou quando ele começou a correr.

Dois homens se juntaram a nós. Não entendi o que significava, mas pela urgência, sabia que não era algo bom.

— Eles estão no corredor Norte — disse uma voz feminina.

— Vamos para a saída Sul — respondeu o rapaz, assumindo a liderança.

— Espero que não esteja monitorada — comentou a mulher, enquanto preparava uma arma. Pelo som, reconheci: uma G-18, calibre 7.5.

— Falta Aria! — gritou um homem mais atrás, sua voz me causou um embrulho no estômago.

— Ela vai ganhar tempo! — respondeu o rapaz moreno.

— Mais...

— Mais nada, Grace. Agora vai!

O nome "Grace" desencadeou algo em minha mente. Comecei a repeti-lo em sussurros, como um eco que dançava em minha mente atordoada.

— Isso, isso — disse ela, sorrindo ao se aproximar. — Se lembra?

Balancei a cabeça, negando com suavidade e sem forças.

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