delírios de uma madrugada regada à cafeína e nicotina

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Acordei sobressaltado de madrugada, olhei as horas no celular e já eram 2:45 da manhã.

Fui à cozinha e fiz uma xícara de café. Parei enquanto tomava pra pensar... Porra! Por que meu cérebro me agride tanto?

Quando penso que não lembro, ou finjo que esqueço, ele me tortura me fazendo recordar, enquanto tomo uma xícara de café às três da manhã, sozinho em minha sala, ou até antes, por sonho, enquanto dormia.

Parece cômico, não? Seria, seria se o que me é recordado não me magoasse tanto.

Então me ponho a pensar, ou até sentir! Por que dói tanto? Minha mente me coloca contra a parede, me faz sentir mal comigo mesmo, quando penso que algo poderia ter sido diferente.

Me martirizo, logo penso: "Não se martirize pelo que poderia ter sido, se contente pelo que foi."

Termino minha xícara de café, novamente me deito, ponho uma música para tentar relaxar e encontrar o sono que se perdeu em meio aos lençóis e a cafeína no meu organismo.

Porra! As músicas machucam, as letras trazem um sentimento nostálgico, sentimento de triunfo e nostalgia.

Mais uma vez, me deleito em turbilhões de lembranças... Como aquela letra que diz: "Porque o passado me trás uma lembrança, do tempo que eu era criança..."

Encontro meu sono em meio à tantas magníficas composições.

Eu sempre me matoDonde viven las historias. Descúbrelo ahora