Livro - Prólogo - A noite se tornou temida

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Era tarde da noite na longa estrada de Kyoto-Nara, uma família estava voltando para sua casa em Kyoto, após uma pequena visita a parentes. Havia um ar tranquilo entre os membros dessa unida e feliz família. A pequena criança sentada no banco de trás do carro, estava dormindo com o som leve que tocava no rádio, assim como sua mãe que estava dormindo no banco da frente. O pai, que estava no volante, se encontrava tranquilo ao ver a paz ao seu redor, ao contrário do pai, um motorista de caminhão estava muito cansado e estressado, por conta do prazo apertado de entrega da sua mercadoria, e, por isso, dormiu ao volante causando um trágico acidente envolvendo a família feliz.

Ao longe ouve-se gritos desesperados em busca de ajuda, carros paravam para tentarem ajudar, mas ficaram com medo de se aproximar e piorar a situação, pela gravidade do acidente, apenas um milagre para haver sobreviventes. O carro estava irreconhecível diminuindo as esperanças de encontrar alguém com vida, somente se salvava a parte de trás do carro, onde havia uma menina confusa devido ao impacto.

- O que aconteceu? Alguém? Socorro! Mamãe, papai!- A menina em prantos, gritava com toda a suas forças.

O socorro havia chegado rápido. A menina foi resgatada entre os ferros retorcidos do carro, e, chegando ao hospital, ela teve um duro diagnóstico, um dano severo na coluna, tornando-a paralítica. A todo momento perguntava de sua mãe e seu pai, estava completamente atordoada devido ao impacto violento.

Assim que os avôs da garota foram avisados, imediatamente foram ao hospital, porém o diagnóstico não era dos melhores e ainda não havia sido contada pelos médicos a menina, os avôs queriam saber do estado que ela se encontrava, logo foram falar com os médicos plantonistas, demoraram um pouco para entenderem toda a situação, mas, depois de se entenderem com os médicos, compreenderem a situação que se encontrava o quadro da adolescente. Com medo da reação da jovem, entraram no quarto para falar com a neta que se encontrava deitada na cama cheia de arranhões de pedaços de vidro que foram em sua direção durante o impacto.

- Minha neta, você tá bem? – disse a avó em prantos.

- Sim, vó, só não estou sentindo minhas pernas ainda, cadê os meus pais? – a menina também chorava um pouco, mas a última pergunta foi um punhal para avó que chorou mais.

- Minha menina – disse a avó claramente segurando o choro – Eles não estão mais aqui, eles morreram no acidente.

- Eles morreram?! – disse, diminuindo o tom cada vez mais baixo até terminar juntando com um rosto atônito da menina.

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