Prólogo

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Vorsicht, ainda existem corvos ao seu redor.

Estremeço-me ao sentir uma mão firme tocar meu ombro. Diretamente sou arrancado do transe com mais um tapinha em meu ombro.

— Você ta bem cara? — Pergunta Dave. — Olha o que consegui — ele se aproxima abrindo sua jaqueta mostrando as garrafas de uísque.

Me inclinei para conferir se Ashley ainda distraiam o balconista enquanto Emmy roubava seu taco de beisebol. Acenei rapidamente para Dylan que enchia o tanque da caminhonete ao lado de fora, e imediatamente ele correspondeu com um Ok com as mãos.

— Vamos — sussurrei a medida que fui pegando algumas cervejas e salgadinhos antes de sair correndo para dentro da caminhonete.

As avenidas de Drexel Hill estão quase que completamente vazias e muito calmas, assim como imaginei. Tudo lá fora está muito calmo. Tudo, menos aqui dentro. A rádio estava no último volume quando What Once Was do Her's começou tocar na rádio e todos nós gritamos. No banco de trás Dave, Emmy e Dylan tentavam cantarolar a música enquanto no banco da frente eu e Ashley riamos dos três.

— Acelera isso aí Tony. Quero ir para longe dessa maldita cidade. — Disse Dylan enquanto eu o observava pelo retrovisor. Emmy revirou os olhos e o puxou para perto.

— Você fala de mais. — Declarou ela ante beijá-lo.

— Só precisavam de uma dose de coragem — gargalhamos.

— Por favor só não transem do meu lado — Resmungou Dave.

— Cala boca sua bichinha — Diz Dylan começando um pequeno e engraçado ringue de luta que logo foi separada por mais beijo de Emmy.

Encaro o retrovisor e acompanho uma moto surgir da escuridão da estrada em alta velocidade.

Ashley envolve suas mãos em meu braço e deita em meu ombro. Volto meu olhar para ela. Ajeito-me no banco e tento não parecer nervoso, mas suponho que ela já saiba.

— Estou-te atrapalhando? — Pergunta ela.

— Não, você nunca me atrapalha — minha boca está seca e minha perna está tremendo, ela com certeza sabe.

— Por que você não me beija? — Uma de suas mãos alisam minha coxa enquanto ela olha no fundo dos meus olhos perdidos.

Não posso perder essa oportunidade. Preciso de uma dose de coragem.

— Me deem o uísque. — Falei.

E antes que pudesse me atrever a beber, ela arrancou da minha mão.

— Você está dirigindo — disse ela. — Mas não vou matar você de desejo.

Então ela entornou um pouco líquido na boca e engoliu sem nenhuma expressão. Se inclinou e me beijou. Consigo sentir o gosto do uísque no seu hálito. Isso é bom. De repente tudo ficou em silêncio caótico e quando notei você não estava mais lá. Queria ter tido mais alguns minutos para te elogiar, mas o nosso tempo foi revogado e a luz nos engoliu.

MISTAKEHistórias para pegar e não largar. Descubra agora