uma dose de anti-amor
me lembro de quando eu disse que essa era a última carta de amor, mas nunca foi.
me lembro do começo, ah... o começo.
o coração acelerado, a barriga fria, as mensagens arriscadas e o sorriso bobo no rosto.
hoje não sobrou nada, mas me lembro de quando você me dizia que eu te fazia bem.
costumo dizer que sempre romantizamos o órgão errado.
você deve estar se perguntando
"mas como assim?!"
bom, deixa eu te explicar...
sempre quando estamos gostando de alguém ou de algo o nosso estômago fica como se fosse borboletas em um jardim florido com o sol raiando e quando tudo acaba ou desaba o que lhe resta é o vazio e a escuridão.
bom, eu senti muitas borboletas no estômago, mas hoje não sobrou nem uma pra contar história de como era lindo aqui dentro.
eu tomava muitos remédios e um deles era um chamado
"uma dose de anti-amor"
sempre que eu pensava em você eu tomava um.
hoje, graças a esse remédio eu não sinto mais nada por você além de gratidão.
gratidão por me fazer perceber o quão eu precisava olhar o que estava faltando em mim que eu tanto procurava no outro. percebi que o que me faltava era amor que eu nunca recebi e então comecei a me amar e amar os outros como eu gostaria de ser amada.
me sinto muito bem hoje, e se caso você voltar as portas estarão abertas, mas também estarão abertas para você ir.
mas eu também estava errada, você sempre mostrava ser quem você era. uma pessoa indecisa!
e depois disso, nunca mais fiquei com pessoas indecisas, porque ou eu machuco ou ela me machuca.
obrigada, mas agora é tarde, já acabou!
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anti amor
Poetrydepois de algum tempo comecei a escrever novamente. espero que gostem!
