Num mundo onde todos os mitos são reais, um certo ser decide soltar um vírus e matar a todos.
Porém, um grupo de criaturas fantásticas decidem atrapalhar esse plano e salvar o resto do mundo.
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Me olho no espelho redondo do banheiro do clube dos Ninfóides, retoco o batom vermelho que colore os meus lábios, penteio meus cabelos com as mãos e me olho uma última vez no espelho, reparo no cansaço do meus olhos prateados, minha pele bronzeada abaixo dos meus olhos estão num tom arroxeado e meus cabelos pretos com pontas desbotadas estão desgrenhados, verifico o relógio e saio daquele espaço apertado.
Me direciono para onde os vinhos estão e pego uma taça, avalio cuidadosamente antes de beber, percebo que está tudo nos conformes e o bebo em um gole só. O dia foi estressante, para não dizer outra coisa. Antonny sempre me enchendo de papéis para assinar e ler, poxa, eu sou a chefe dele, mas parece que é o contrário. Sinto que meu tempo nessa festa já acabou e me retiro…
Merda! Já está de dia. E vamos de mais um dia com a cabeça estourando enquanto ouço todos tagarelar sobre as minhas asas. “Nossa, que asas feias, são feitas de couro de vaca igual a dona?” ou "Ridícula, acha que é melhor que os outros por causa dessas asas encouraçadas”.
Vou para minha sala e me jogo na cadeira confortável e vermelha que me espera, tão macia… menos de um minuto sinto o cansaço me puxar e durmo.
Acordo num sobressalto pelas batidas enfurecidas na porta de vidro da minha sala. Merda! O Antonny só me incomoda.
- O que você quer? — pergunto tentando abaixar meus cabelos que estavam todos emaranhados e para cima.
- Vim avisar que tem uma notificação para você na rua leste da Cafeteria dos Corvos, precisam de sua ajuda lá. Recomendaram levar a Eléctron.
Antonny me olha com cara de tédio e olha para trás de mim, onde a visão não está tão boa, tem donuts grudado na tela do computador, copos de café espalhados pelo chão e a pedaços de papel toalha oleosos no lugar onde deveriam estar folhas de sulfite na impressora, ele volta seu olhar para mim e sua expressão facial muda para nojo e desgosto, não por mim, mas pela visão da sala.
- Ah, não esquece de arrumar sua sala hoje, o governador tá vindo aí.
Ele sai dando risinhos e me deixa plantada na porta com cara de trouxa. Feéricos idiotas.
Antonny não é de todo o mal, mas é muito rabugento e não gosta de fazer amigos, ele é um feérico outonal, seus poderes são extremamente fortes no outono, um tempo onde ele fica mais exibido do que de costume, ele tem cabelos levemente cacheados e ruivos, que lembra a pelagem de uma raposa, seus olhos são de um tom de ouro líquido e tem um nariz insuportavelmente arrebitado, tirando suas orelhas pontudas - marca de todos os feéricos.
Saio com a minha arma - Eléctron - embainhada no suporte de ferro preso na minha coxa.
Se for os vampiros outra vez eu juro que eu me demito. Os vampiros têm certa liberdade no quesito assassinato, eles estão a solta, seu período de abastecimento de sangue chegou, então sobra para eu limpar a bagunça deles.