Capitulo 1- Marcas da pele

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- Decima oitava de maio;

Sobre um jardim de flores progênitas, um conto de um lírio sem esperança, vivia noites atônitas, um pesadelo de herança, os seus pulsos mostrariam o resultado de ações em néscio, as marcas da pele como em suas folhas, agravariam o laço de não mentir, o silêncio, perpetuando o desespero de fugir, dormiria serena, para não viver essa cena.

Sabia que por fim a minha insegurança não surgiria, a cada passo que dava acima do palco, me mostra um olhar voltado a mim, e esse era o momento perfeito que sempre esperei; e por tais mudanças, jamais, outros pequenos lírios viveriam nessa dança, não deixaria tal sentimento lhes ser tirado, sem prescrever, por esse palco repousaria minha melodia, um tom prefacio, tingindo um florescer.

Tantas outras estações se ouviria o canto do lírio em busca do nascer, da poesia de que um novo amanhã o pouparia de atônitas sinfonias, a cacofonia de descreveres, um falso sentido da palavra, uma incompreensível sufocante antagonista dessas palavras suplicadas.

- Sobre o palco de arena;

- Acordo hoje, sem saber quem fui ontem, metamorfose, reviro e instigo que serei outrem, vivo e aflito, do primeiro pensar de um novo conflito; sabia dia após dia, que começaria a pertencer, um dia inteiramente em ser real, de dentro pra fora, como se despir, estava livre, e o pressagio de que um dia me assolou:

- O antagonista para se encontrar a paz é o medo de ser livre.

- Sobre esse novo espaço, no começo esquecerei quem fui, como em palavras passadas, do ridículo que foi rotulado, seria esse diferencial, moldado a ser um brilho diversificado, ao meu lado, o semblante de muitos outros semelhantes, ao fundo o tom de um brilho ríspido a mim, talvez todos por um momento reconheceríamos a poesia que habita sobre cada vida.

Dia por dia, um novo espaço, uma nova estação sobre ser o que nos foi tirado.



Soneto: Chuva de verão

Estava por vir, chuva de verão

Da janela, os furin giravam ao vento

Tendo entonação, som em discrição


O silêncio era passageiro, de momento.

Recordar em momentos, relembro

Como amor passageiro, preso em viveiro


Derreteria sobre as lagrimas, redescubro

Quando dançaria na chuva, como prisioneiro.

Mas estava por fim acabando


Seria passageiro novamente, sem pertencer

Viveria o passageiro, estaria alcançando

Amor, buscaria até o dia merecer


Viveria em gotas de verão

Momentos que viveriam no coração.

A Arte das estaçõesStories to obsess over. Discover now