Sábado, 22 de novembro de 2014
Oi, meu nome é Julia, tenho 17 anos e...
isso parece loucura, estou no último ano da escola, e escrevendo em um diário?
Só posso está louca mesmo, tudo bem, não é bem um diário tradicional como aqueles que ganhávamos quando éramos crianças, que tinha cadeado. Esse diário, na verdade, é o bloco de notas do meu celular, porém precisava desabafar e nada melhor que o bloco de notas, afinal é mais seguro e só eu vou ter acesso. Atualmente estou vivendo a maior loucura da minha vida, e queria deixar registrado aqui, que não, não estou louca. Às vezes eu ate julgo que estou, afinal o amor faz isso conosco né?
Eu pensava que escrever isso deixaria minha mente menos confusa, vamos lá.
Quem nunca acreditou achar o amor da sua vida, no trem, no ônibus, ou ate mesmo na fila do supermercado? Se já aconteceu isso com você, pode relaxar, comigo também. Era 2014 e eu como toda e fiel adolescente me cadastrei em uma rede social chamada ASK.FM que era o auge do momento, afinal o que era ask.fm (é uma rede social que permite que os usuários façam ou recebam perguntas, anônimas ou não, de outros usuários ou de pessoas não cadastradas. As perguntas são enviadas para a caixa de entrada, de onde o usuário pode escolher entre respondê-las ou excluí-las), isso era ótimo ainda mais se você tivesse uma paquera. Sabe eu nuca tive problema com paqueras, e me sentia bem resolvida quanto á isso, estava no último ano da escola e nunca tinha tido um namoradinho, sempre achei os garotos da minha escola uns completos babacas, e eu sabia disso porque as minhas amigas namoravam alguns, desses tipos. Sempre fui a garota que observava muito o relacionamento das pessoas, e acredito que por isso era traumatizada, afinal quem iria querer passar o intervalo inteiro chorando, só porque o garoto que você gosta não te mandou bom dia? Eu não!
Só não imaginava que essa rede social ask.fm iria mudar minha vida, afinal foi lá que conheci o bê, quer dizer Bernardo. Assim que criei a conta comecei seguir algumas pessoas aleatórias, queria fazer amizades e lá eu tinha essa oportunidade, porque tinha pessoas de vários estados e foi aí que me deparei com o perfil do Bê, e ele me seguiu de volta, vou confessar que a princípio não tinha sentido nada por ele, quer dizer achei ele bonitinho, ok? Só isso.
Uns dias se passaram e lá na ask a galera tinha mania de mandar perguntas coletivas, igual no whatsapp, você podia selecionar para quem queria mandar a mesma mensagem e enviava, isso facilitava muito, porque não precisava ficar indo de perfil em perfil perguntando, era bem legal. Sempre mandava '' qual sua música preferida?'' ou ''qual sua comida preferida?'' e então foi em um desses dias que resolvi selecionar o perfil do Bê, para enviar uma pergunta. No entanto, sem expectativas, eu nem o conhecia, ele apenas me seguiu de volta. Minutos depois chegou uma notificação, e quando vi ele tinha respondido a minha pergunta e acabou me mandando uma também, claro que para não ficar muito na cara eu mandava no final da pergunta, escrito '' coletivo'' assim significaria que eu não tinha mandado só para ele. Não sei o motivo, mas eu senti um frio na barriga quando vi que a notificação era dele, afinal eu nunca tinha sentindo nada parecido com isso. Então decidir abrir a notificação da pergunta, que dizia '' oi, tudo bem?'', a princípio pensei que ele era louco, tudo bem que aquilo era um site de perguntas, porem perguntas do tipo 'comida preferida' e etc, não perguntas que ao meu ponto de vista são retoricas, afinal o que ele queria com isso? Iniciar uma conversa pela ask.fm? Essas perguntas ficariam no meu perfil e todo mundo poderia ver, e eu honestamente não queria isso, mesmo assim eu decidir responder ele, e nem imaginava que aquilo se tornaria uma mudança radical na minha vida.
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Meu Querido Diário Digital
RomanceJulia é uma garota de 17 anos, no terceiro ano do ensino médio, ela como qualquer garota dessa idade tinha dúvidas sobre o amor. Ainda mais porque ela nunca tinha namorado, até se cadastrar na rede social que estava em alta no momento, e conhecer o...
