Capítulo 1 - Apenas o começo

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Naquela noite escura fria a floresta estava
completamente coberta por uma névoa densa, branca e fria. O rei Arthur havia ordenado a seus guardas que invadissem a casa de um plebeu, Joseph, que morava próximo à floresta, cujo a esposa havia dado à luz recentemente a uma linda menina, chamada Lizzy. Sua rainha era estéril, sempre dava luz a crianças mortas, O rei tinha uma certa inveja e raiva do súdito que foi bem presentado por duas belas meninas.
Os seus cavalheiros logo atenderam a ordem do rei e correram em seus cavalos como se fossem um bando de cães atrás de um graveto jogado pelo dono.

[...]

Matteo, o cavalheiro mais temido por todo o reino, entrou na humilde casa daquela família com mais outros dois guardas indo em direção as crianças que estavam no colo de sua mãe. Joseph se assustou e tomou a frente delas.

— O que está havendo? O que quer com nossa família? – Entrou em defesa meio confuso com a situação incompreendida enquanto sua mulher agarrava suas filhas que estavam começando a chorar.
— Me entregue as meninas, colabore, são ordens do Rei Arthur! – Disse Matteo se aproximando até ficar frente a Joseph que era mais baixo que o homem de olhos acinzentados. Empurrou Joseph para o lado fazendo o mesmo cair de bruços no chão.
— Deixem que eu pego a menina, queimem o resto em fogo vivo. – Acrescentou sentindo o peso negativo de suas palavras mas com sua expressão séria com uma certa frieza no tom em que falava para o reles cavalheiro que assentiu e saiu do lugar.

Matteo era o servo real em que o rei confiava de olhos fechados mas o próprio rei Arthur mal sabia de sua fiel lealdade a pequena legião de mulheres sobreviventes da caça as bruxas no reino de Auros. Foi criado pela líder da legião. Iris, uma senhora astuta entendida de diversas curas naturais, amava a natureza como ninguém, já foi capturada e torturada pelos carrascos da burguesia mas nunca cedeu as regras.
Lily segurava suas filhas com muita garra e força mas Matteo estava disposto a enfrentar a mulher para levar as crianças dali.

— Eu juro que não queria fazer isso senhora... São ordens do rei. – O homem se mantéu sério apesar de sentir pena da mais velha desesperada porém firme. Em meio ao esperneio das pequenas e do choro Matteo soprou seus polegares, concentrado como se através deles fosse fazer algo quanto a inquietação das pequenas, passou pelos olhos delas as fazendo dormir e se acalmarem gradualmente até entrarem em um sono profundo.
(Ter criado por Iris teve lá os seus benefícios.)
— O que fez com as minhas filhas? O que fez? – Disse Lily que levantou com as suas filhas nos braços assustada tentando encontrar uma saída enquanto Matteo manteve o silêncio e arrancou ambas as meninas dos braços frágeis de sua mãe que naquele momento estavam mais fortes do que nunca. A mesma correu atrás do guarda que estava com as suas filhas dormindo em seus ombros grandes e fortes. O outro cavalheiro que estava observando a cena, segurou a mulher com a força de seus braços e fez um sinal com a cabeça para que Matteo fosse rápido. Aqueles minutos foram o bastante para que o francês saísse da casa e fosse até o cavalo para seguir a casa da velha senhora para saber o que faria quanto as meninas.

Os outros guardas reais rodeavam o lugar atirando tochas em chamas para dentro da casa soltando risos altos de prazer ao ver a destruição tomar a pequena casa em um piscar de olhos.

Joseph levantou rapidamente, estava dividido entre ir atrás do guarda para pegar suas filhas e estar ao lado de sua esposa nos últimos momentos. Tudo ao seu redor estava em câmera lenta o seu mundo estava caindo mas o mesmo mal conseguia nem sequer se mover apenas segurava sua esposa em seus braços e não tirava os olhos da mulher, que já havia inalado muita fumaça do lugar em chamas, em seus últimos minutos disseram em um tom calmo apesar do momento desesperador, sufocante e do caos que se formava ao redor.

— Sempre estarei por perto, proteja nossas meninas, meu querido Joseph. – Acariciou o rosto suado e levemente queimado de Joseph e fechou os seus brilhantes olhos verdes que mesmo perto da morte
brilhavam como esmeraldas. O homem ficou alguns segundos ali com os olhos marejados, perdido em sua cabeça. Olhou para os lados e não via suas filhas, Aghata e Lizzy. Num ato desesperador para achar suas filhas correu dali para floresta adentro e logo atrás dele, os guardas reais que cavalgavam frenéticos até lo cerca de vez.
— Onde estão minhas filhas seus covardes? – Joseph disse em prantos com ira em sua expressão.
— No inferno seu plebeu de merda! – Após a fala do guarda de dentes amarelos e hálito de vinho barato, todos os outros riram com ar de desprezo constatando o sofrimento de Joseph. O homem já estava cruelmente machucado por dentro, as recentes perdas o atacaram fatalmente. Os cruéis guardas arrastaram o pobre homem pela floresta deixando várias feridas pelo seu corpo. Mesmo ferido e completamente vulnerável fisicamente, Joseph se soltou das amarras frouxas que deram naquelas cordas e sumiu entre as árvores naquela névoa densa sem deixar os guardas burros perceberem que o mesmo havia sumido debaixo de seus narizes.

Matteo havia finalmente chegado no lar de Iris, uma pequena cabana confortável cheia de especiarias por todos os lados, livros antigos em prateleiras cobertas por uma espécie de pó fino de poeira, A mais velha recebeu as meninas que ainda estavam desacordadas com apreço, as deitou no chão uma ao lado da outra, próximas à lareira mas não muito perto para esquentar as mesmas após passar meia hora na frieza da floresta.

A senhora as olhou com um sorriso largo em seu rosto como se soubesse algo de bom sobre os seus futuros sem mesmo conhecer os seus passados.

— E agora? Deixo a mais nova? – Disse Matteo observando Lizzy tendo uma retrospectiva do que aconteceu naquela noite triste e que ambas as garotinhas tiveram. Logo desviou o seu olhar vago para a senhora que estava preparando algo para quando qualquer uma acordasse.
— Deixe a mais velha... Leve a mais nova. Precisamos desse pequeno no palácio! – A mulher tinha a certeza de que algo grande iria acontecer por intermédio daquelas pequenas meninas — Trate de protegê-la como se fosse a sua filha, entendido?
Eles vão tentar enfraquecer sua mente mas ela não ira ceder. – Sorriu passando o seu polegar na bochecha de ambas, Afastando o pó das cinzas que lá estavam.
— Como quiser. – O mesmo assentiu - Seja lá que futuro esteja reservado as essas doces meninas, desejo amor. – O cavalheiro disse afetivo olhando para ambas as garotas.
— É a nós, a emancipação. – Iris disse com firmeza esboçando um sorriso enquanto observava Matteo pegar a pequena no colo e sair pela porta para ir em direção ao palácio. Sabia que a sua missão já estava acabando e que em breve iria partir.

[...]

Em seu trono estava sentado o rei Arthur,
impaciente a espera de seus guardas com a sua futura princesa. Logo escutou o ranger das grandes portas daquela sala do trono se abrirem, era Matteo, com a pequena Lizzy dormindo como um filhote de coelho recém-nascido em seus braços.

— Por ela está desacordada, Matteo? – O rei levantou de seu trono com o cenho franzido, num tom severo.
— Ela só está desmaiada, Vossa majestade. – Se aproximou do trono e se ajoelhou a frente do rei, levantando em alguns segundos.
— Muito bem, volte para o seu posto. – O rei fez sinal para que umas das criadas que estavam ao lado trono perto das cortinas vermelhas, se aproximassem e levassem a bebê até a rainha para amamentar e dar os cuidados necessários.
— Com sua licença, majestade. – Abaixou sua cabeça e virou de costas em seguida em direção a porta.
— Seja bem-vinda, minha princesa, Aurora. – O rei olhou para a bebê com um sorriso satisfeito, apresentando-lhes a sua princesa.

A estaca e euHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora