Whole CAP0; A Segunda Metade

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Era uma noite como todas as outras naquela cidade, pessoas saindo de seus empregos e indo em direção a suas casas, outros caindo na cachaça que os bares ofereciam para festejar o fim de mais uma semana de trabalho duro; entre aqueles que estavam saindo de seus trabalhos, era encontrado um homem alto, cabelo castanho escuro cujo usava um terno com calça jeans e um sapato marrom, pela sua fisionomia aparentava ter cerca de 35 anos de idade e também que estava muito cansado depois de um dia de trabalho cansativo na empresa aonde trabalhava. Aquele havia acabado de ser surpreendido por sua mulher e sua pequena filha que aparentava ter cerca de 4 anos de idade, a moça era uma senhora de seus 30 anos, loira de estatura média e um vestido azul com um óculos de vista, e para ser bem sincero, sua filha era idêntica a mãe, com a pequena diferença de não estar usando óculos e com um vestido rosa como o desenho de um unicórnio estampado, naquela noite, a família estava voltando para sua casa serenamente, sem presa alguma, aproveitando o momento que estavam tendo juntos para papear, tipo de coisa que agradava muito a menina. E isso continuaria assim se a família não fosse abordada por um assaltante a mão armada, o vagabundo tinha um revólver em sua mão e pelo que aparentava não sabia dizer nada além de "passa a grana", o casal tentava acalmar o malfeitor dizendo que havia uma criança ali mas pelo visto não adiantava de muito, até que o homem da família decidia negociar:
- Fique calmo rapaz, você quer dinheiro? Eu tenho pra te dar...
Dizia o rapaz enquanto batia ambas as mãos nos bolsos de sua calça, porém não sentia sua carteira, antes de conseguir terminar sua frase, era interrompido pelo mal exemplo:
- VAI LOGO, OU EU TE METO CHUMBO
O rapaz estava em uma enrascada, tinha a sua dianteira um rapaz com cerca de 25 anos mirando um revólver para seu peito e sem um centavo no bolso, naquele momento tinha certeza que havia esquecido a carteira em sua escrivaninha no trabalho, e agora não podia mais resolver o problema na base na barganha, apenas tentava fazer o bandido manter a calma. No momento que a conversa naquela rua deserta se prolongava, era visto um galho sendo lançado contra o revólver, o objetivo provavelmente seria o de acertar o revólver com aquele galho, assim desarmando o bandido e deixando as coisas mais fáceis, mas pelo visto, a pontaria do atirador não era nada boa e acabava errando por metros seu alvo. As atenções se voltavam para outro rapaz que acabava de chegar, que já logo de cara era indagado pelo bandido.
- Ora essa, um garoto querendo bancar o herói, quem pensa que é moleque?
O rapaz pelo jeito era um péssimo atirador, tinha a parte superior como um kimono roxo escuro, calças pretas riscadas de vermelho e um tenis preto também. Era um jovem alto, de cabeleiras brancas, porém, era notável as raízes de seu cabelo castanho escuro, quais davam certeza a qualquer um que aquele cabelo havia sido tingido de grisalho. Naquele momento, o mancebo erguia sua cabeça, agora desbanhando uma katana de uma bainha roxa, e erguendo seu palmar destro qual continha a arma branca em direção ao malfeitor ali presente enquanto dizia em um tom melancólico.
- Não sou um herói, e nem penso ser ninguém. Mas se deseja saber meu nome, pode me chamar de Inushira D. Sonium.
Enquanto o vesgo se apresentava, o pai de família tentava uma reação contra o assaltante, uma ação nula já que o assaltante percebia o movimento do homem, e sem pensar duas vezes puxaria o gatilho do revólver contra o senhor; ao presenciar aquele assassinato, Sonium começava a suar frio, a esposa ao ouvir o estrondo do tiro não parava de chorar, e a pobre menina apenas encarava a situação sem nenhuma reação, apenas olhando fixamente com uma expressão neutra a cena do pai caindo no chão todo ensanguentado, e sem sequer saber o que estava acontecendo, só de ouvir sua mãe chorando começava a sofrer junto sua mãe naquela situação. O assassino também estava ali, olhando sem dizer nada enquanto tremia sua mão que ainda estava erguida e presa a pistola qual usava a poucos instantes para cometer o atentado, Sonium enchia seus olhos de ódio e começava a correr pra cima do indivíduo, mas sem antes gritar um:
- Inseto desprezível!!!
Lógico que ao notar a reação do espadachim, o criminoso passava sebo nas canelas para fugir do local do atentado, naquele momento, o garoto teve que decidir entre pedir ajuda ou ir atrás do criminoso, o rapaz corria até a delegacia mais próxima e os avisava do atentado, os policiais já estavam de orelha em pé pois conseguiram escutar o som do tiro, no mesmo instante convocaram uma ambulância, mas já era meio óbvio que o homem não tinha mais salvação, depois disso, o protagonista não consegui fazer mais nada além de ir pra casa descansar.
Chegando lá, não pôde descansar, pois decidia querer deixar sua cidade e partir para o mar, se quisesse seguir seu sonho de virar o mundo precisava de ficar mais forte, e o que havia acabado de acontecer só demonstrava quão fraco o rapaz ainda estava, teve uma longa discussão com seus pais por causa disso, até que abaixava a cabeça para seus antecessores, mas, naquela mesma noite o rapaz já tinha em mente que iria pro mar de um jeito ou de outro; e naquela madrugada fugiu de casa, de algum jeito sua mãe acordava por ter percebido algo e não faria algo de diferente além do óbvio que ela sempre fazia quando o rapaz estava errado:
-

SONIUUUUUUUM
Ao ouvir a voz do perigo, já não havia mais volta, o rapaz saltava pela janela de seu quarto e corria em alta velocidade rumo ao porto da cidade, o grande problema era que o garoto fugia apenas com sua katana e com o jantar de sua última noite, fora isso estava como um largado no mundo, e também continha uma foto de sua família no bolso para nunca esquecer de seus pais, chegando no porto, roubava um bote e se lançava no mar aberto em busca de seus sonhos, não muito longe do porto ainda, via um carro, provavelmente de seu pai aonde desciam sua mãe e seu pai, para sua surpresa, não era uma bronca ou um "volte já aqui" mas sim dois palmares cerrados erguidos aos céus como forma de apoio, sua mãe falava em um tom baixo qual Sonium nunca entenderia o que ela havia dito:
- Volte com seu sonho realizado... Ou eu vou ficar muito brava.
Sonium olhava aquele gesto, e seus olhos não paravam de lacrimejar, o melhor que podia fazer, era desbanhar sua katana, ergue-la enquanto se despedia com um "ADEUS".

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