"...E então." - ele me pergunta diretamente, mais uma vez.
"...E então?" - lhe respondo confusa.
"Sabe, não posso preparar um medicamento sem saber de sua atual condição." - me responde com uma carranca, demonstrando sinais de preocupação, sim, ele estava certo mais uma vez.
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"Ele" já é considerado um conhecido para mim. Tudo começou quando eu, de forma desastrosa, cruzei em seu caminho numa bela manhã de primavera.
Caminhando em direção a minha escola, as árvores mexendo-se a favor do vento, em uma bela sintonia, como lindos passos de dança, derramando conforme ando, seus novos motivos de orgulho, pétalas de flores de todas as cores.
A estrada por onde passava, tinha seu novo tapete lotado de naturalidade, como a natureza é bela.
Olhei ao meu lado posterior, onde pude ter a visão de minha mochila, percebo logo que esqueci minha garrafa d'água, que grande cabeça tenho.
Porém, também consigo relembrar de ter posto ela em seu devido lugar.
Será que ela caiu no meio do caminho?
Frustrada com este novo pensamento, logo outro aparece, indicando que talvez eu ficaria atrasada ao voltar atrás.
Mesmo assim, aquela garrafa foi dada por uma pessoa especial.
Sem pensar duas vezes, mudo minha direção, me deparando com um homem quase do meu mesmo tamanho.
"Bom dia, creio que deve ser a dona desta garrafa ( f / c ). Encontrei ela no chão, não muito longe daqui, quis devolver ao dono, já que é importante se hidratar, como está voltando para trás, decidi deduzir." - diz aquele de olhos avermelhados e cabelos verdes acinzentados, com um singelo sorriso.
"...Sim, obrigada por isto." - respondo rapidamente, para não acabar perdendo o horário.
Ele acena com a cabeça e entra em um edifício logo a frente.
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A partir daquele momento, a curiosidade me bateu em cheio, e visitei aquele local, logo criando um pequeno vínculo com aquele homem gentil e sábio.
Todos os dias costumava levantar um pouco mais cedo, apenas para dar uma visita fugaz á aquele lugar.
Por algum motivo desconhecido, isso me despertava euforia.
Com isto, ele me ensinou diversos medicamentos caseiros, além de dividirmos memórias passadas um com o outro.
Sempre que eu me sentisse mal, rapidamente ia em direção a aquele edifício, onde saberia que estaria em boas mãos para minha recuperação.
Hoje foi mais um daqueles dias, ultimamente ando me sentindo um pouco indiferente, e decidi visitar Kantera mais uma vez, o homem que encontrou minha garrafinha d'água.
"Parece que você voltou ao mundo da lua, o que será que é preciso para mim retorna-la ao seu devido lugar?" - suas palavras pareciam estar distantes, enquanto fitava o chão, imersa em meu mundo de pensamentos.
Ouvi um suspiro de decepção, e finalmente, lembrei da minha situação.
Me reajusto na cadeira aonde eu estava sentada e observo a xícara de chá em minha frente, enquanto seu vapor se mistura no ar.
"Sinto muito, Kantera. Prometo que prestarei atenção." - abro minha boca para mostrar-lhe que estou concentrada.
"Isso é uma música para os meus ouvidos, (s / n). Poderia me dizer o motivo de sua aparição repentina?" - o homem de cabelos verdes se senta na cadeira mais próxima a mim.
"Ando me sentindo... diferente. Sempre que acordo sinto um frio em minha barriga e meu coração acelera, é algo realmente incômodo." - exclamo expressando o motivo de minha vinda a tarde.
O jovem presta atenção cuidadosamente ás minhas palavras, quando meus lábios se fecham, ele solta uma leve risada, e, se levanta.
"Tem certeza que não está apaixonada ou algo assim?" - suas palavras me levam a loucura.
Eu, apaixonada? Até parece.
"O que? Claro que não! Eu logicamente saberia de uma coisa dessas, claramente estou doente." - meu tom levanta-se suavemente.
"...Certo." - Kantera se levanta e pega uma caneta e papel, logo, escrevendo de forma rápida simples palavras.
Ele estende a mão com a folha rabiscada, e leio em voz alta:
"Uma xícara de chá de camomila durante 10 dias? Isto é uma piada?"
"(S / n), isto é o máximo que posso fazer, afinal, não tenho dúvidas de meu esclarecimento anterior." - o homem sábio me diz, ainda sorridente.
"Claro, o jovem mais inteligente do mundo, acha que meu problema é apenas uma simples paixonite, muito obrigada, Kantera." - falo, deixando o local e fechando a porta.
Chegando em casa, deito-me na minha cama, observando o teto.
Meu celular vibra com uma mensagem de desculpas genuínas da pessoa que visitei.
Sinto minhas bochechas encherem-se de cor-de-rosa.
"Sentimentalismo... Pode até ser."
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End Roll - Kantera X Reader
FanfictionApenas um cenário curto que fiz para uma amiga e adaptei. (s / n) = Seu nome. (f / c) = Sua cor favorita. Kantera pertence ao criador do jogo "End Roll". Única coisa pertencente a mim, é claro, a escrita e o cenário.
