"uma vez, uma menina construiu um muro...
até hoje em dia, ela recompõe forças, respira fundo, fecha os olhos e tenta voar. sair do lugar, mudar, falar, abrir novas janelas. se ela um dia conseguir tudo que imagina, você, caro leitor, terá acompanha...
"onde a menina encontra sua estação preferida em meio à desilusões e dedica para aqueles que sentem saudade ou amam chuvas de outono."
Não sei em que momento eu passei a depender tanto do som da chuva. Talvez porque o barulho das gotas batendo na janela me faziam companhia, e assim, eu não parecia tão sozinha.
Me apeguei no único som que ouvia, na única vista que tinha. As folhas caindo, como uma poesia tão perfeitamente construída.
Não saberei como contar às pessoas, quantas vezes me peguei sonhando. Pela janela via vultos, sinuosos como o vento e rápidos como a chuva. Desapareciam tão rápido, que a única deixa era um vão.
De ilusão à omissão, confirmação, aflição... Não sei em que momento desisti, mas sei que em algum parágrafo me perdi.
Os versos secos como folhas, linhas tortas pelo vento, rosto molhado pela chuva em uma poesia sem meio, nem fim.
Não há um fim para essa poesia; sou dependente dela, de certa forma.
Posso dizer que depois de sua partida, passei a ser dependente de muitas coisas. Mas a principal nunca voltou.
Você.
E eu gostaria que toda a chuva em mim fosse o bastante para lhe trazer de volta.
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Suelen Possamai. a menina que chorou assistindo dead poets society.