Fizemos sem ninguém ouvir

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Quando eu entrei na floresta senti um calafrio por conta do ar frio da noite. Olhei em frente e senti o peito aquecer quando vi os olhos da mulher a minha frente, ela estava a olhar para a lua por isso estes brilhavam escuros como o mais belo céu noturno. 

Sorri, amava aquela mulher mesmo que parecesse tão errado, amava aquela mulher mais do que era capaz de explicar. Aproximei-me dela lentamente e peguei na sua mão, ela sorriu e fechou os olhos como se soubesse o que aquilo simbolizava. Era engraçado o quão diferentes eramos, olhando para as nossas mãos juntas sorri. 

A pela negra dela entrava em contraste com a minha branca criando o que era para mim a maior das obras de arte. As suas mãos eram quentes e macias, ridiculamente macias como se ela nunca tivesse trabalhado um dia na vida, lembro-me que desde o começo eu a provoquei com isso. Já as minhas eram frias e calejadas.  

Quando ela finalmente olhou para mim o rosto dela estava corado como se fosse a primeira vez que nos víssemos, chegava a ser engraçado como mesmo depois de tudo ela ainda corava quando estava comigo. O sorriso dela era gentil e calmo, eu invejava aquele sorrio, mas ao mesmo tempo era apaixonada por ele. Aquele sorrio transmitia-me paz, a paz que eu precisava naquele momento.

Nós tínhamos criado uma história juntas, tínhamos criado uma amor sem que ninguém o ouvisse chegar. E ali, naquela floresta fria e escura prometemos que o nosso amor seria eterno. 

Fizemos sem ninguém ouvirHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora