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"Mamãe! Mamãe!!" chamou uma linda garotinha de cabelos pretos lisos e olhos verdes bem redondos. Ela tinha aproximadamente oito anos e cutucava o braço de sua mãe incessantemente. "Conta uma história! Conta...!"
A mulher olhou para a filha e com um sorriso terno nos lábios, pegou um livro de capa rosa com um ramo de jasmim-amarelo, ornado com letras brancas que diziam: IN FORTUNO. Ela folheou rapidamente o volume e virou-se totalmente para a garotinha, agachando-se e ficando na altura dela. "Sim, mamãe irá ler essa aqui, Bárbara."
A garotinha pulou em alegria e correu para o sofá, sentou e a aguardou fazer o mesmo. Aconchegou-se próximo a sua mãe e esperou pela história que estava dentro do livro.
"Muito bem, veremos o que temos aqui." a mulher pigarreou e começou a ler as linhas do volume em suas mãos... Era uma vez...
...uma ilha muito distante e isolada que abrigava uma população bastante curiosa: o povo das flores! Ou melhor, a Cidade das Flores como era conhecido esse lugar, tinha todos os seus habitantes nomeados com nomes de flores, se fossem mulheres e árvores, se fossem homens. Eles viviam em paz e cada um tinha sua contribuição na harmonia da comunidade; não tinham assim, grandes ambições em seus corações.
Por habitarem uma ilha, não tinham muito contato com o resto do mundo, até duvidavam da existência de outros lugares por aí. Mas isso não era importante para esses habitantes, porque tudo o que eles precisavam podiam cultivar na ilha.
Assim, alguns moradores cultivavam o campo e os alimentos; outros vendiam alimentos e prestavam outros serviços diversos; outros pertenciam ao governo e podiam ser oficiais militares subordinados; outros tinham muito dinheiro e outros não tinham muitas posses, mas lutavam todos os dias por seu sustento.
Na última classe, estavam as pessoas que vendiam alimentos, sejam salgados ou doces.
Os doces, uma das especialidades da ilha, combinava com o paladar dos habitantes e seu nível de exigência era muito alto. E pode-se dizer que faziam os melhores doces que você pode imaginar! Os sabores picantes, azedos e amargos não eram preferência entre os cidadãos florienses.
Uma dessas florienses, Dália, morava com sua mãe, a Camélia em uma casinha no centro da cidade, perto da praça central. Elas vendiam doces, bolos e balinhas de açúcar com canela, com gengibre ou com limão. Todos os dias elas se ocupavam com a produção e depois vendiam tudo no mercado de doces.
Dália, mesmo com todos os ensinamentos de sua mão, não possuía grandes talentos para a cozinha, as artes culinárias, e todas as iguarias eram produzidas por sua mãe. Ela encarregava-se apenas das vendas.
Assim, passava todos os seus dias. Desde os dez anos que ela ajudava sua mãe dessa forma, sua banquinha no mercado era ornamentada com cachos de flores e cores alegres. O perfume que brotava dos doces atraia a todos, até que vendia bem e com pouco retornava para casa. O que mais vendia era um bolinho de chuva com sabor de baunilha e canela, fator que deixava seus concorrentes muito enciumados e desejosos por acabar com as suas vendas.
Apesar de saber da animosidade, Dália não desaminava, ela acreditava que como dizia seu nome: tudo era para o seu crescimento. E não deixava de ter um sorriso em seu rosto. O que dizer de seu rosto? Era bonito, com traços joviais muito infantis mesmo em seus dezessete anos. Ela tinha um pequeno sinal no canto do olho esquerdo, sobrancelhas finas e olhos verdes claros com grandes cílios pretos. Cabelos pretos e lisos que eram sempre amarrados em um rabo de cavalo alto com fita em cor lilás. Suas roupas eram todas simples com cores vivas e ela adorava vestidos soltos e rodados.
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In Fortuno
FantasyDália que mora na Cidade das Flores, tem 17 anos e está prestes a completar mais um ano de vida, mais um em suas desventuras. O que ela não sabe é que ao achar uma caixa no canteiro central da praça, vai lhe dar a oportunidade de mudar sua história...
