As árvores, são coisas tão lindas, sempre me perguntei como as pessoas conseguiam fazer mal a elas. Sentia vontade de parar o carro e correr para dentro da floresta, mas infelizmente agora não era possível. Eu as via passando rapidamente enquanto o carro avançava pela estrada.
Eu sabia que já estavamos dentro da propriedade dele, e isso so me fazia ficar mais ansioso. Eu não o via fazia semanas... Não, meses. Meses que eu não o via, e essa saudade só ia aumentando enquanto minha mãe dirigia em direção a casa dele.
John, Meu crush desde... não sei, já faz muito tempo que eu gosto dele e ele nunca soube. Sempre guardei esse segredo o melhor que pude, não gostaria que ele soubesse e me entendesse mal.
- filho!... - Uma voz me despertou dos meus pensamentos - Filho, tudo bem?
Minha mãe me olhava pelo retrovisor interno do carro.
- Ah! sim, tudo... Eu so tava brisando aqui. Nada demais. - Disfarçei, ela sempre acreditava em mim, e eu estava cada vez melhor em esconder meus sentimentos dela.
Adultos. tsc. tsc, sempre concentrados demais em seus trabalhos, não conseguem perceber a beleza ao seu redor...
O carro foi desacelerando e saímos da mata fechada para uma planice de flores bem plantadas e uma casa bem planejada combinando com as mesmas.
O carro parou fazendo aquele barulho de pneus friccionando em pedra, que estranhamente me acalmaram. Senti o olhar da minha mãe pelo retrovisor e fiz o que todo mundo faz (obviamente), abri a porta do carro e saí do mesmo. Assim que saí do carro senti uma brisa suave, a qual balançou um pouco do meu cabelo e admito, fez um pouco do mesmo grudar na boca.
Olhei em volta, a paisagem familiar e estranhamente calmante. Andei até a porta da frente da casa e era pra ele estar alí, dava pra ouvir o carro chegando de longe. Por que ele não tinha vindo me receber? Hesitei um pouco antes de bater na porta, a mesma que tinha alguns entalhes, uma parte branca no meio e em volta preta, simples e incrível. Noc. Noc. Noc. O barulho da madeira, por quê tudo me era tão famíliar, parecia que eu estava em um sonho. Com um rangido agudo a porta abriu e... Alí estava ele, sem camisa. Caralho, ele era muito lindo.
– Eai, vai ficar me admirando ou vai entrar? - A voz dele me tirou de todos os milhões de pensamentos impuros que me passaram pela cabeça em menos de trinta segundos.
– Ah. Claro. preciso de ajuda pra tirar as coisas do porta malas... - Suspiro apontando para o carro - Oi tia. - Digo assim que a mãe dele aparece atrás dele na porta.
– Oi querido. Sua mãe tá ai ainda? - Ela pergunta mas o olhar dela logo foca o carro e ela vai em direção ao mesmo sem esperar pela minha resposta.
Minha mãe saí do carro quase que de imediato e elas começam a fofocar, as vezes até parecia que elas não tinham nenhuma intriga no trabalho. Mas minha mãe sempre me disse que trabalho e vida pessoal andam separados, acho que ela tá certa... ou não, acho. Não consigo segurar um risinho ao pensar nas duas em frente a uma casa fofocando das pessoas... Melhores amigas, talvez.
– Então, vai me ajudar a pegar as coisas ou vai ficar aí só observando - Digo a ele.
Ele me olha e ri
– Eu vou te ajudar, mas não por que eu gosto de você. - E saiu em direção ao carro.
– Comporte-se - minha mãe falou - Sem bagunçar ou desobedecer na casa dos outros. - continuou ela - E respeito.
Como sempre minha mãe me tratando como uma criança. Até quando isso?
Vinte minutos depois já estávamos dentro do quarto. O quarto de John era bagunçado, tinha meias por todo o quarto, roupas jogadas pela cama, e o guarda roupa semi-aberto com uma calça camuflada saindo da fresta. Parecia uma selva de roupas ou uma arena de batalha onde peças íntimas duelavam. a cama ficava em um canto e era uma cama "de viúvo" como minha mãe chamava, era meio caminho para uma cama de casal, mas ao mesmo tempo era uma cama de solteiro. Ou seja, era grande o suficiente pra alguém grande dormir. Ele tinha uma tv no quarto, coisa que eu sempre invejei, e nela tinha um videogame ligado rodando algum jogo do momento. John gritou alguma coisa pra mãe dele e ouvimos o carro sair.
– Ela vai ficar fora por dois dias. - disse ele batendo a porta do quarto.
– Ah, sem problemas, eu sei cozinhar. - Respondi brincando.
Não era mentira, eu sabia cozinhar muito bem, culpa da minha mãe, que me fez viciar em gastronomia. Claro, eu tinha uma parte de culpa nisso, eu amava fazer comidas e etcetera. Principalmente quando eu tinha vontade de comer algo, e não precisava dela pra fazer aquilo.
Ele se jogou na cama a qual balançou e rangeu um pouco, ele pegou um controla que estava debaixo do travesseiro dele e deu play no jogo denovo, o qual estava no meio de uma parte cheia de tiros, que eu não fazia ideia de como passar.
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The unexpected
RomanceKaelly wood, um cara legal, amigo, gay, artista, gordinho, vai visitar seu amigo / crush em sua casa. Ele finalmente teria tempo para ficar com John, que ele iria conquistar, agora ou nunca. Durante a estádia no sítio da família de John, Kaelly desc...
