Foi uma vez o Monstrinho Monstro,
O monstro medroso.
De medo ele entende,
pois de quase todos os medos ele sente.
Medo de debaixo da cama
o bicho papão não encontrar;
Medo de não ver o velho do saco
na rua á espreita;
Medo de não ter aranhas,
esperando para picar.
Tinha medo de gato "coloridão".
O riso ,para ele, não era expressão.
Do escuro nunca saia
E da luz ele fugia.
Debaixo da cama não ousava saltar.
Não comia doce para bom não ficar.
Debaixo da escada tinha que se azarar.
Para desdita alcançar: três espelhos quebrar.
Para se agourar muitos guarda-chuvas abertos no seu lar.
As sandálias emborcadas,
para o mal presságio alcançar
E a Mãe Monstro se alegra.
O maior medo que ele sentia era do Homem.
O coração ficava em um enorme disparo, quando pensava no bichão.
Nunca viu o tal Homem,
Que ficava longe da escuridão,
Do outro lado da parede,
Depois da porta verde,
sempre com doce na mão,
e sorrindo em alto e bom som
mastigando o bombom
Será que o homem era real
ou ilusão.
Monstrinho Monstro, não sabia se era invenção,
ilusão ou alucinação,
do homem ser essa fera
que talvez estivesse somente na imaginação.
Começou a imaginar e as perguntas não parava de criar:
— Tudo ele ver? Será que é de comer? Se tocar vou morrer? Qual tamanho deve ter?
O Monstrinho Monstro assustado com medo de achar,
certamente irá gelar.
Mas um dia sem querer,
à procura da aranha que no seu covil não veio ver,
foi saindo do escuro pouco a pouco sem perceber,
no piscar de olho sem entender
no claro estava por inteiro sem saber o que fazer.
De cara topou com o Homem
que era assim:
pequeno,
sorridente,
cheiroso e imprudente
e ele tinha uma roupa engraçada
que nunca tinha visto:
não tinha calda,
nem flechada,
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Monstrinho Monstro
FantasyMonstrinho Monstro tem medo de tudo, mas não medo igual os dos humanos! São medos de monstro.
