Capítulo 12 | O Fim

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20 de Abril – O Fim

Hoje fiz algo que deveria ter feito à várias semanas atrás. Enviei um email ao Mark a dizer que ele não deveria vir com os Avós para a Europa no Verão. Pelo menos por minha causa. Tem sido óptimo trocar emails com ele, mas eu nunca o vi e é uma completa maluqueira sermos mais do que amigos por correspondência. Eu nunca o vi, ele nunca me viu e vivemos a milhares de quilómetros de distância. Não faz sentido pensarmos em qualquer outra coisa. Enviar este email custou-me imenso.

Sei que ele vai ficar chateado ou triste comigo, mas era algo que eu tinha que fazer! Depois de ter enviado o email pela primeira vez, voltei atrás no tempo na tentativa de não enviar. Mas decidi novamente enviar. E voltei novamente atrás. E voltei a enviar. Estive neste “loop” uns bons 5 minutos. Depois decidi que realmente, enviar este email, era a melhor coisa que podia fazer. Mas depois fiquei triste e sentei-me em frente à TV a noite toda a ver os dois primeiros Twilight. Back to back! Já passava da meia noite quando me fui deitar. Porque é que a vida real não pode ser como nos filmes? Porque é que cada rapariga não  encontra o seu príncipe encantado, sem grande esforço? E porque é que esse príncipe não é tão bonito como o Robert Pattinson?

22 de Abril – A Festa do Pedro

Não sei se já te tinha dito, mas decidi aceitar o convite do Martim e ir com ele à festa do Pedro. Mas com uma condição. A Joana também ia connosco, para que ele não pensasse que isto era um “date”. É claro que o meu plano não resultou, porque mal chegamos à festa a Joana deixou-me sós com o Martim. Nós dançámos, conversámos e rimo-nos imenso, especialmente criticando a forma de dançar de alguns colegas. A certa altura era como estar no Ídolos e nós éramos o Jurí.

A festa foi o máximo, o DJ era altamente e a música do melhor, e todos puderam cantar e dançar durante horas. Quem se divertiu imenso foi a Joana que esteve a curtir com o Jorge, um amigo do Pedro de outra turma, com quem ela já tinha tido um namoro (muito curto) no ano passado.  Boa Joana! Depois de tudo o que se passou com Tomás ainda bem ele que ela está feliz.

Mas o melhor ou o mais chocante da noite ainda estava para acontecer. Ao sairmos da festa o Martim pegou na minha mão, inclinou-se – sim porque ele é pelo menos uns 20 centímetros mais alto do que eu – e deu-me um beijo. Eu não estava à espera e fiquei sem reação durante longos segundos – terão sido horas? Depois a primeira reação que tive foi voltar uns segundos atrás no tempo e viver novamente aquele momento.

E da segunda vez foi ainda mais mágico e inesperado do que a primeira vez! Por isso, voltei novamente atrás, mas desta vez, não sei o que me passou pela cabeça, antes do Martim se inclinar para me dar um beijo, como das duas vezes anteriores, eu dei-lhe um estalo com toda a força! Não sei porquê. A magia desapareceu, ele ficou confuso murmurou “Estás maluca?” e saiu disparado. Eu bem tentei voltar atrás e tentar que tudo ficasse bem, mas já não consegui. Quando dei por mim, o Martim já estava longe. Eu fiquei sem saber e fiquei a vaguear durante para uma hora. Depois apanhei um taxi e fui para casa. 

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