Filhos do Pantanal: a Grande Guerra em território sagrado indígena #Watts2019

Filhos do Pantanal: a Grande Guerra em território sagrado indígena #Watts2019

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VaniadaSilva2 By VaniadaSilva2 Updated Jun 05

Em uma terra localizada na fronteira de quatro países - Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai -, essas coisas aconteceram. A história fala de povos que habitavam e eram senhores do território onde a Grande Guerra ocorreu. Um lugar de reinos incrustados nas florestas, cerrados, montanhas e pantanal, o sertão do mundo, território onde o povo de pele branca não conseguia viver, sequer sobreviver. 
Nagalageti, da etnia Eyiguayegi, tinha apenas 13 anos quando teve o primeiro contato com os povos estrangeiros. Filho do grande chefe Dinoyé, ele viu seu povo ser encurralado e lutaria uma guerra que não era sua. 
Pacalalá, da etnia Kinikináu, filho da indígena Camiran, era um líder nato. Com 15 anos transitava seguro em meio aos invasores, em suas vilas e fortes militares. Falava a sua língua e sabia ler os seus papéis. E esse seria o motivo dele ser escolhido para liderar seu povo, em uma grande jornada, fugindo da guerra do homem branco.
José Francisco, o Guia Lopes, nasceu nas terras das Minas Gerais, mas migrou muito jovem para aquelas paragens, onde desbravou a floresta e estabeleceu uma fazenda. No entanto a Grande Guerra o alcançou e envolveu.
Jorge e Calixto, ambos com 16 anos, ingressaram no exército em Minas Gerais, em um pelotão que seria o reforço para a Guerra. Jorge amava uma garota e queria se casar, mas não tinha dinheiro nem nome, o que ele esperava conquistar na Guerra. Calixto era um negro escravizado que substituiria o seu dono na Guerra, em troca da liberdade. 
Vítimas de uma guerra que não era deles, eles se conheceriam e teriam suas vidas entrelaçada para sempre.
História baseada em fatos, este é o relato de um genocídio e da resistência de povos e de heróis desconhecidos, os filhos do Pantanal.