PRÓLOGO

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O livro, publicado pela Astral Cultural, pode ser encontrado nas melhores livrarias (físicas e virtuais) do país. Garanta seu exemplar de Poder Extra G que em 2017, vem aí o segundo livro da trilogia: SINGULAR <3

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Eu sabia que não havia nada de errado com Beto, o primo simpático da minha melhor amiga. Na verdade, nós estávamos tendo uma noite razoável. Beto é simpático, gentil e atencioso, mas quando começava a falar de videogames... Ele parecia um maníaco desesperado por tratamento. Sabe, quem é que revela tão intensa e assustadoramente suas paixões no primeiro encontro? Se você disse Beto, ponto para você! Eu tentava sorrir e parecer agradável, mas estava assustada e não é para menos. Enquanto falava de forma ávida sobre sua paixão − há quase cinquenta minutos − Beto também fazia questão de fazer efeitos sonoros com a boca e de me mostrar seus talentos artísticos interpretando o Solid Snake no meio do restaurante. Minhas batatas fritas pareciam menos apetitosas!

Eu comia uma batatinha atrás da outra me perguntando quando o jovem de cabelos alaranjados na minha frente calaria a boca. Porque em algum momento ele precisava calar, não é? Nem que fosse para tomar fôlego, sei lá... Eu estava entediada, mas comia e sorria constrangida para Beto ainda assim. Marcela que me desculpasse, mas aquele cara era um tremendo pé no saco. E eis que do outro lado do salão eu avisto um jovem alto, nem gordo nem magro, e com um sorriso daqueles de comercial de pasta de dente − seria irritante se não fosse tão lindo. E bem, eu começava a fazer planos para aquela noite. E Beto que me desculpe, mas não está incluso neles − ele até tinha uma chance antes de começar a falar de videogames de forma ininterrupta. Dispensei-o tentando parecer gentil. Mas não dá exatamente para ser gentil quando se está dando o fora em alguém... Sinto muito, Beto, mas aprenda: o mundo não é gentil! Mas o cara de sorriso reluzente é. Eu reconheci de imediato o olhar que ele me lançou. O olhar que diz: "você é bonita e parece simpática, mas não faz o meu tipo". Precisei de apenas meia hora para convencê-lo a me levar para um lugar mais tranquilo. E o olhar que eu lhe lançava dizia exatamente: "Não sou mulher de tipos, meu bem!".

Foi extremamente gratificante acordar no dia seguinte em sua república. Ele já estava pronto para me bombardear com um discurso educado que revela que ele não quer assumir nenhum compromisso comigo, mas bem... Quem disse que eu queria? Acredite, Vini, algumas mulheres usam o cérebro com mais frequência do que você imagina.


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