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Abro meus olhos lentamente, para que se acostumassem com a luz que entrava em meu quarto, e minha cabeça começou a latejar no mesmo instante.

Murmurei um palavrão
e semicerrei os olhos enquanto
procurava o meu celular no meio
dos lençóis. Meus dedos acabaram se
enroscando em algo que se parecia com seda, e eu olhei para a minha
esquerda, levemente confuso.

Uma morena dormia ao meu lado
tranquilamente. Ergui os olhos e
reparei que ela estava sem roupas. E eu também.

As pontadas em minha cabeça ficaram mais forte conforme meus olhos passeavam pelo quarto. Roupas e garrafas de cerveja estavam espalhadas pelo chão.

Eu não me lembrava de muita coisa da noite passada, só os gemidos de Diana. Ou Briana? Eu não me lembrava nem de seu nome.

Porra, eu era realmente um fodido
insensível.

Me levantei e coloquei minhas jeans
surradas, que estavam jogadas pelo
carpete. Uma batida na porta de
entrada foi.

A ressaca era uma merda.

As batidas ficaram mais fortes e
frenéticas, eu me perguntei quem
era o maldito impaciente que estava
batendo em minha porta. Eu não estava esperando por ninguém
hoje. Bem, não que eu me lembrasse.

Eu andei pelo corredor observando a
minha sala, que também estava uma completa bagunça. Eu precisava limpar isso. Mais uma batida forte foi dada e eu resmunguei um palavrão.

Andei até ela girando a maçaneta.
Uma loura estava na frente com uma expressão raivosa. Seus olhos eram uma mistura de fogo e gelo.

"Seu bastardo, miserável de merda,
filho de uma pu.."

"Nós nos conhecemos?"

a cortei, apoiando casualmente no
batente da porta.
Ela se calou por alguns momentos
e me analisou atentamente. Seus
olhos descerampelo meu pescoço,
depois para o meu peito nu, e cairam,
finalmente, para a calça jeans
escura que prendia meu quadril.
Ela ergueu os olhos novamente, e eu
sorri torto. Seu rosto foi tomado por
um leve rubor vermelho, mas ela se recuperou rapidamente.

"Então você não se lembra?" perguntou, me encarando
profundamente. Eu balancei a cabeça.

"Por que eu lembraria?"
perguntei, batendo distraidamente meu punho contra a parede distraidamente.

"Nós transamos!"

falou, indignada pelo fato de eu não melembrar dela.
Bem, na verdade seu rosto é familiar
eu comentei, a analisando. Seus olhos
ganharam uma ponta de esperança.

"Soraya?" perguntei confuso.

Ela murchou.

"Não. É Sina" me corrigiu, com um sorriso forçado.

"Ah."

Foi tudo que eu disse.

"Então, eu achei que nós poderíamos repetir o que aconteceu essa semana..."

Ela cruzou os braços sobre o peito, deixando seu decote ainda mais visível.

Ao menos ela tinha peitos bonitos. Era uma pena que não fossem realmente
dela.

"Acho que não é uma boa ideia, linda."

"Por que? Eu achei que você tinha gostado."

Eu assenti eo canto direito de minha boca se ergueu para cima levemente.

"até poderia te falar, se eu ao menos me lembrasse" comentei,
observando suas curvas.

"Você não se lembra mesmo?"

"Eu dormi com muitas garotas essa semana, amor. Nem se eu quisesse
conseguiria me lembrar de um rostinho bonito como o seu."
Passei meus dedos levemente por seu maxilar. Sua pele era macia, boa de se
tocar.

Ela virou a cabeça bruscamente, se afastando do toque, e eu recolhi
minha mão. Retirei um cigarro do meu bolso, juntamente como isqueiro. O acendi e o levei até meus lábios. Quando ergui meus olhos, encontrei os enormes olhos azuis cheios de água.

Merda.

"Ah, qual é, você.." Antes que eu pudesse completar minha frase, a palma de sua mão se chocou contra meu rosto, o fazendo virar bruscamente para o lado. O cigarro foi arremessado de meus lábios, e a ardência do atrito se espalhou sobre minha pele.

Fechei a porta em seu rosto e me virei, massageando minha bochecha.
No fundo, eu sabia que havia merecido.

Acendi outro cigarro e dei uma longa e profunda tragada. Minha cabeça
ainda estava latejando um pouco, e eu enviei uma mensagem para meu
amigo.

Eu: Se for vir aqui, traz um remédio. Ressaca.

Joguei meu celular sobre o sofá e desabei sobre o mesmo. Apaguei meu
cigarro no cinzeiro, que estava a poucos centímetros de distância, e fechei os olhos, colocando minhas mãos atrás de minha cabeça, tentando ficar confortável.

"Noah?" uma voz feminina e suave me chamou depois de alguns
momentos, e eu abri os olhos.

A morena de mais cedo estava enrolada em meu lençol, seus cabelos
estavam selvagens, e ela tinha uma expressão sonolenta em seu rosto.

"Senta" falei, retirando meus pés de cima do sofá, dando espaço à ela.
Ela andou até mim em passos lentos e preguiçosos, e, quando finalmente
chegou em minha frente, se sentou em cima de meu colo.

Eu quase sorri divertido, porque ela era mais velha. Deveria ter vinte e três ou vinte e quatro anos, e eu me perguntei qual seria sua reação ao saber que eu tinha apenas dezenove.

Ela deixou o lençol que a envolvia deslizar lentamente por seus ombros, a deixando completamente nua.

Observei seus mamilos duros e ergui as sobrancelhas. As coisas estavam ficando interessantes.

Beijei seu pescoço exposto e ela segurou firmemente em meus ombros.

Empurrei uma de minhas mãos em seus cabelos escuros macios e desci a
outra lentamente sobre a curva de um de seus seios.

Um suspiro escapou de seus lábios.

"Eu achei que nós poderíamos tomar um café e depois fazer amor
novamente.." ela comentou, e eu, instantaneamente, parei de distribuir
beijos por sua clavícula.

Uni minhas sobrancelhas tão juntas que realmente doeu.

Eu não fazia amor.

Eu fodia, trepava, transava, e essas outras merdas, mas nunca envolveram sentimentos reais. Nunca foi por amor.

Era pura luxúria.

Mudei minhas mãos para sua cintura e a retirei delicadamente de cima de
mim. Ela me lançou um olhar confuso, e eu me levantei.

"Não estou mais afim. Me lembrei de que preciso fazer algumas coisas,
então, acho melhor você ir embora, amor."

Ela me encarou por alguns momentos, compreensão se passou por seu rosto.

"Você é um babaca" concluiu, se levantando e pisando duro até o final do corredor.

Fiquei esperando até que ela voltasse completamente vestida.

"Em minha defesa, eu não te prometi um café no dia seguinte, nem flores. E
muito menos o meu amor" falei, passando a mão distraidamente por meu pescoço.

Ela ficou em silêncio por algum segundos.

"E, eu sei. Mas uma parte de mim acreditava que você poderia ser bom,
ontem à noite. Mas você é só mais um rosto e corpo bonito" sua voz escorria
veneno, e ela se viroue saiu pela porta, a batendo com força

Mas que porra?

Eu amava garotas, realmente amava. Na verdade eu amava seus peitos e
bundas. Mas essas me deixavam completamente maluco.

Sorri divertido ao me lembrar de suas palavras.

Eu jamais iria fazer amor.

Continua...

𝐀𝐏𝐄𝐍𝐀𝐒 𝐌𝐀𝐈𝐒 𝐔𝐌𝐀↺𝐍𝐎𝐀𝐕𝐀𝐍𝐈Onde as histórias ganham vida. Descobre agora