12. A-Batida. (Mike)

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Eu pensei em ir até ela e beijar seus lábios, juntar minhas mãos em seu rosto e dizer te amo. Fazer amor e tê-la, antes que me deteste e grite. Qual será sua reação? Vasos vão voar sobre a minha cabeça ou ela vai chorar? Prefiro vidros quebrados, porque se Jade chorar eu vou me quebrar por dentro.

Sei que está cansada, com fome e no limite. Mas, eu também não aguento mais fingir essa situação ridícula.

— Podemos sentar? — pedi e ela engoliu em seco, como se visse em mim alguma cena passada onde seu pai lhe daria um sermão por alguma travessura.

— Vamos discutir trabalho ou...

— Ou — cortei-a.

Esperou alguns segundos para eu destruir seu coração.

— Jade, eu preciso muito te contar uma coisa...

Ela fechou os olhos com pesar por um tempo e suspirou pesadamente, como se já soubesse de tudo. Na verdade, esperava o pior:

— Você vai dizer que descobriu que não me deseja, não é? — perguntou e abaixou a cabeça.

— Não é isso! — Franzi a testa.

— Se tiver alguém, outro cara, não me conte... — levantou os olhos lacrimejantes. — Não me diga que deseja o corpo de outro cara porque eu não vou suportar.

— Jade, eu não sou gay! — Saiu de uma só vez.

— Você descobriu isso comigo? — perguntou, sem entender o que eu queria que entendesse.

— Eu nunca, nunca fui gay, nunca quis nenhum homem.

Piscou várias vezes e deixei que caísse a ficha.

— Eu menti pra você — assumi, me odiando, por isso. Nunca imaginei que chegaríamos aquele ponto e, se fiz, foi para protegê-la.

— Como? — A pergunta saiu baixa e fez uma careta.

— Eu queria muito que me contratasse, você achou que eu estava dando em cima de você, então, decidi inventar uma mentira, eu estava desesperado, eu não imaginei que chegaria tão perto de você e... — comecei a metralhar.

— Quanto tempo você está desesperado? — Sua voz era alta sobre a minha e de repente a garota doce ficava ácida.

— Eu sei... — desisti de argumentar. — Eu sou um idiota.

— Você deixou que eu pensasse que você gostava de outros homens? — Apontou para mim e falou com uma careta de horror. — Eu me penalizei, me senti inferior, eu chorei por isso!

— Desculpe. Eu me senti mal.

— Não, você não sabe o que é se sentir mal! — levantou-se amassando os cabelos da nuca alucinada. — Meu Deus, eu deixei você tocar em mim! — falou com raiva, mas, baixo para os vizinhos não ouvirem. — A gente quase fez am... Então, é isso. Você não transou comigo por causa da mentira?!

— Eu sei que me odiaria mais.

— Odiar? — cortou-me. — Eu não vou odiar você, Mike. — consertou com ironia. — Eu vou desprezar você.

— Jade. — levantei machucado por sua artilharia. — Eu não imaginaria que ia gostar tanto de você, que eu ficaria assim tão mexido e...

— Cala a boca e saia da minha casa — ordenou.

— Da sua casa ou da sua vida? — perguntei.

Pensou, engoliu em seco e seu queixo franziu.

— Eu não quero deixar você aqui sozinha assim...

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