11 - Juntos

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Daniel

Acordei depois das 9, desperto pelo timer do forno elétrico e Wanessa já tinha levantado. Ao invés de ir cada um pra um quarto na noite anterior, acabou que nós sentamos na sala pra assistir TV e caímos no sono. Meu pai riu do jeito que sentei assim que ouvi o timer; ele estava sentado no braço do sofá assistindo um episódio de BoJack Horseman na TV, uma caneca de café na mão, mas quando viu que eu tinha acordado, me ajudou a desvencilhar da manta enrolada nas minhas pernas. Até onde eu lembrava, a gente não tinha levado nenhuma coberta pra sala, então ele provavelmente tinha vindo checar durante a noite e nos cobriu.

O cheiro de assados me levou direto para a cozinha, mas meu pai me forçou a pelo menos lavar o rosto na pia antes de sentar à mesa. Normalmente, nossos cafés da manhã são reforçados sim, com meu pai sendo atleta e tudo mais, mas sempre que tinha visita em casa a coisa elevava de nível. Além das habituais frutas com granola, o pão fresco e o café, a gente também (ainda) tinha bolo, queijo fresco, suco e vi meu pai tirar algo fumegante do forninho que estava me deixando completamente alerta.

Enchi minha caneca de café porque o dia seria longo e eu tinha dormido pouco, abri um pãozinho ao meio e começado a passar manteiga quando meu pai colocou um prato de croissants no meio da mesa que me deixou com mais fome ainda, mas quando deixei o pão de lado pra pegar um salgado, levei um tapa na mão.

Tá quente. — Meu pai alertou, o que me fez recuar. Diminuí um pouco o ritmo e tomei um gole de café.

— Cadê a Nessa? — Perguntei.

— Deve estar se trocando. — Ele respondeu colocando 3 pratos pequenos na mesa e uma espátula junto dos croissants antes de voltar para o fogão e começar a mexer na forma de novo. Peguei um prato e logo separei dois salgados para mim. — Que horas vocês querem sair?

Dei de ombros, mesmo que ele não estivesse vendo.

— Depois do café, acho. — Respondi e mordi meu pãozinho. Nessa entrou bem na hora, vestindo roupas confortáveis que não pareciam ser para sair. Será que ela tinha colocado o pijama agora?

— O cheiro está ótimo. Croissants?

Wanessa espiou a mesa antes de sentar de frente pra mim. Seu primeiro instinto também foi pegar um salgado, mas antes que ela pudesse queimar os dedos, entreguei a espátula pra ela. Ela separou dois croissants, assim como eu, e os cortou no meio para que esfriassem enquanto ela fazia outras coisas, como pegar café e descascar meia tangerina.

— Tem leite, se quiser. — Meu pai ofereceu, sentando à mesa conosco, mas ela fez que não com a cabeça.

— Não gosto. — Nessa contou. — Eu tomo café com pão e depois um iogurte com mel ou frutas.

Meu pai olhou dela pra mim bem lentamente e puxou um pratinho pra si, para pegar um croissant.

— Vocês dois são ridiculamente parecidos. — Ele resmungou. — Quais são os planos pra hoje? Vão sair pra jogar?

[PAUSA] As coisas que nos escolhemOnde as histórias ganham vida. Descobre agora