LUA CHEIA DE TESÃO

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1982

— Nandinha, tu vai ser o pai e eu, a mãe, tá?

— Ah, não, Lua! Quero ser a mãe!

Luana, minha prima de 9 anos, que somente eu chamava de Lua, revirou os olhos para mim e falou:

— Tá certo, Nanda! Então, tu vai ser a mãe...

— Vou vestir esse vestido da minha mãe e tu veste essa camisa do meu pai. — Eu disse toda empolgada.

Engrossando a voz, Lua iniciou a brincadeira:

— Meu amor, tô indo trabalhar! Até mais tarde!

Dito isso, ela me deu um leve beijo nos lábios! De súbito, afastei-me assustada e exclamei, limpando minha boca:

— Lua! Você me beijou na boca?!

— O que é que tem, Nandinha? A gente tá brincando de casinha e é assim que os pais fazem!

Pensei naquilo por alguns segundos e percebi que o beijo não tinha sido de todo ruim e, já que estávamos brincando de casinha, deixei acontecer. Então, proferi empolgada:

— Tá certo!

E, assim, se deu o início da nossa brincadeira preferida. Sempre que estávamos juntas, brincávamos de casinha e, nessas ocasiões, nos dávamos selinhos. Uma das vezes, Lua, inclusive me lambeu a boca, dizendo que tinha que ser parecido com os filmes. E, assim, ela me proporcionava sensações inéditas e prazerosas!

Em outra oportunidade, ela se pôs por cima de mim e ficou se roçando, com a coxa tocando minha intimidade, que eu sentia ficar úmida, mas não entendia o motivo. Tempos depois, percebi que foi ali que senti tesão pela primeira vez! Era tudo muito confuso e excitante! Ela também pedia para eu me esfregar nela e roçar minha coxa em seu sexo. Nessas ocasiões, eu ficava bastante excitada ao ver Lua ofegante e soltando gemidos contidos. Essas brincadeiras perduraram pelos três anos seguintes.

1985

— Fernanda, meu amor, não chore! A Luana precisa ir embora, mas um dia ela vai voltar! — Minha mãe falou me abraçando e tentando me acalentar quando eu soube que a Lua iria embora.

Meu tio, o pai de Lua, havia arranjado um emprego na Suécia e, por isso, a esposa e suas duas filhas, Luana e Lara, tinham que ir embora com ele.

— Mas não quero que ela vá embora, mãe! Não quero!!! — Falei aos prantos. — Ela é minha melhor amiga!

— Eu sei, meu amor! Mas você arranjará outra melhor amiga!

— Não quero melhor amiga! Só quero a Lua!

Sofri durante muito tempo a falta de Lua na minha vida, não permitindo que nenhuma outra criança se aproximasse muito, porque não queria que ninguém tomasse o lugar de melhor amiga que seria sempre dela, como eu costumava dizer. No entanto, o tempo e o espaço acabaram nos afastando...

1995

Fazia dez anos que eu não via Lua. Ela tinha sido a prima mais próxima de mim na época da infância e que fora minha melhor amiga, porque, além de termos a mesma idade, tínhamos os mesmos gostos e, assim, nos dávamos muito bem, principalmente, quando brincávamos de casinha! Contudo, com a distância, acabamos nos perdendo uma da outra. E eu só sabia informações sobre ela, quando meu tio ligava uma vez ou outra e dava notícias de todos.

Numa dessas ligações, no ano de 1995, ele avisou que, finalmente, viria ao Brasil para passar as festas de final de ano. Como nossa casa era a maior comparada com a dos outros irmãos, meu tio, a esposa e minhas primas se hospedariam lá. Ao saber da notícia, meu coração se agitou dentro do meu peito, me deixando bastante ansiosa, sem saber como seria encontrar Lua depois de dez anos. Já não éramos mais crianças. Será que ainda tínhamos coisas em comum?

CONTOS ERÓTICOS LÉSBICOS - Livro IVOnde as histórias ganham vida. Descobre agora