CONHECENDO A ESPOSA DO PAI

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Alice havia ido embora do Brasil assim que completara 18 anos. Um amigo lhe arrumou um emprego em Londres e ela aceitou sem pestanejar. O motivo pelo qual ela resolvera tentar a vida em outro país foi a não aceitação, por parte de seu pai, de sua homossexualidade e, ainda por cima, de não ter um jeito muito feminino. Embora não visse o pai há 5 anos, Alice falava com ele vez ou outra por telefone.

Na última ligação, o pai noticiara que havia se casado com Heloísa, uma mulher divorciada de 45 anos, que tinha um filho adolescente de 15. Disse, também, que estava muito feliz com o casamento e avisou, por fim, que ele e a nova esposa estavam indo a Londres dali a 20 dias e que queriam encontrá-la, o que deixou Alice um pouco surpresa.

Apesar de ter mágoa pelas coisas que ouvira de Elias no passado, Alice gostou de saber que veria o pai novamente. Antes de desligar, ela deu seu endereço ao pai e ele disse que estava com saudade, o que a fez ficar emocionada.

20 dias depois

Elias e Heloísa fizeram check in no hotel e foram passear um pouco pelo bairro. Encontrariam Alice horas depois, visto que ela estava no trabalho. Por volta das 18 horas, Elias e Heloísa pegaram um táxi em direção ao apartamento que Alice dividia com um amigo, que não estava lá, pois viajara para o país onde nasceu.

O pai fez questão de ir e ver onde e como a filha morava. Chegando lá, Alice abriu a porta e se deparou com o pai, que agora tinha cabelos grisalhos, mas continuava bonitão e com Heloísa, uma linda mulher que aparentava estar mais na casa dos 30 do que na dos 40. Era magra, alta, esbelta, muito elegante e bem vestida. Alice e Elias ficaram sem jeito de se abraçarem. Afinal, fazia cinco anos que não se viam. De repente, eles ouviram a bela voz feminina de Heloísa dizer:

— Abraça tua filha, Elias!

Seguindo o conselho da esposa, ele abraçou Alice e esta não teve como não retribuir o abraço com carinho, pois, também, estava com saudade dele, apesar de tudo. Em seguida, o pai apresentou a esposa, que foi muito simpática, mas olhou Alice de um jeito que a garota não conseguiu decifrar. Ficou em dúvida se era olhar de surpresa ou de repugnância pelo seu jeito de ser e de se vestir: uma calça jeans rasgada, botas pretas de cano curto e sem salto, uma blusa branca — que não cobria as tatuagens que ela tinha nos braços —, uns colares e pulseiras de couro. Ela ainda usava o cabelo curto desgrenhado, com mechas loiras e, naquele momento, estava com uma carregada maquiagem preta nos olhos, que deixavam seus olhos verdes ainda mais bonitos.

Eles entraram e Alice os serviu de vinho, enquanto conversavam sentados no sofá. Depois, os três resolveram descer para jantar em algum restaurante ali perto. O jantar foi bem agradável. O pai não comentou nada inoportuno sobre a sexualidade de Alice e Heloísa foi agradavelmente simpática.

No fim do jantar, Alice sugeriu, já que estaria de folga, de encontrá-los no hotel, no dia seguinte, para passearem por alguns dos pontos turísticos. Heloísa e Elias adoraram a sugestão.

No dia seguinte

Para aproveitar bem o dia, Alice chegou cedo ao hotel para buscar o pai e a madrasta. Foi avisada pelo recepcionista que eles haviam pedido para ela subir.

— Alice, seu pai passou um pouco mal de madrugada. Acho que com a mudança de clima, ele também gripou forte e não vai dar pra gente ir. — Heloísa falou.

— Poxa, pai, que pena! Mas sem problemas. O importante é você se recuperar logo pra poder aproveitar a viagem.

— Não, Heloísa! — Elias falou entre uma tosse e outra. — Vou ficar, mas vá com Alice. Já tô um pouco melhor. Pelo menos um de nós aproveita e não perde o dia de passeios. Além do mais, não quero que Alice tenha vindo em vão. Qualquer coisa, ligo pra vocês.

CONTOS ERÓTICOS LÉSBICOS - Livro IIOnde as histórias ganham vida. Descobre agora