BRINCADEIRA ENTRE AMIGAS

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— Tudo certo pra hoje à noite, Alícia? — Paola perguntou para mim ao telefone.

— Tudo sim, amiga! — Eu respondi.

— Beleza! Que bom que resolveu ir, amiga! Já falei com a Rê e a Rafa e elas confirmaram que vão!

— Ótimo! — Falei empolgada.

— Vai querer carona? — Paola perguntou.

— Se não for incomodar, eu quero!

— Claro que não, né? E você sabe que não gosto de andar sozinha. Passo aí às nove horas, tá?

— Tá certo!

Fazia semanas que eu não saía, porque demasiadamente melancólica devido ao término do meu namoro com Edu. No entanto, naquele dia, minhas amigas Paola, Renata e Rafaela insistiram para que eu comparecesse na noite das garotas, que era uma tradição nossa desde o início da faculdade, mas que fazia tempo que eu não me fazia presente.

Rê, Rafa e Paola eram minhas melhores amigas. Nossa amizade surgiu desde o primeiro semestre da faculdade. Rê era a solteira animada. Ficava com vários, mas não se apegava a ninguém. Rafa engatava um relacionamento atrás do outro e namorava há uns meses com Rafael, o que nos fez começarmos a chamá-los de The Rafas. Eles pareciam o casal perfeito. Já Paola era a lésbica assumida. Era a mais bonita da turma e também a mais descolada. Era alta e benfeita. Tinha os cabelos longos ondulados, olhos escuros e muito expressivos e uma boca carnuda. O sorriso dela era muito cativante. Além de tudo, era uma pessoa bem bacana e uma ótima amiga. Às vezes, nas festas, ela costumava fingir ser nossa namorada para fugirmos de homens inconvenientes.

Por volta das nove horas da noite daquele dia, Paola me pegou em casa e fomos encontrar as outras meninas no bar. Pedimos cerveja e ficamos conversando até quase meia-noite, quando saímos em direção a uma das melhores boates da cidade.

Chegando lá, compramos mais bebida e ficamos dançando na pista. Poucos minutos depois, um rapaz se aproximou de Paola, contudo, ela o dispensou e acabou o apresentando a Renata, que, em poucos minutos, estava aos beijos com o rapaz. Depois disso, ela puxou Rafa, que era a única comprometida e falou:

— Amiga, fica aqui comigo fingindo que é minha namorada. Não quero esses caras no meu pé.

Em certo momento, outro rapaz veio falar comigo, mas logo eu o dispensei, pois não estava com nenhuma intenção de ficar com alguém. Queria apenas dançar e curtir minhas amigas. E, assim, passei a madrugada dançando, bebendo e rindo na companhia elas.

Por volta das quatro e meia da manhã, resolvemos ir embora da boate. Rê e Rafa foram juntas de táxi e Paola foi me deixar em casa, que ficava a apenas três quarteirões da boate. Eu morava com meus pais em um condomínio de casas. Após entrar no condomínio, Paola estacionou em frente a garagem da minha casa, que era a última da rua, e falou sorrindo:

— Tá entregue, amiga!

— Aff, você falando assim parece que até que sou uma coisa.

— Mas você é uma coisa! Uma coisa linda! — Ela falou apertando meu nariz e nós rimos.

— Sua boba! — Bati levemente no seu ombro. — Obrigada, amiga! Hoje foi muito bom. Como sempre, vocês conseguiram me animar!

— Ah, Alícia, você não merece ficar sofrendo em casa! Tem mesmo é que sair, dançar, pegar alguém!

Eu adorava o jeito de Paola. Ela era leve, bem humorada e inteligente. Então, eu a abracei e disse:

— Obrigada mesmo, amiga, você é demais!

CONTOS ERÓTICOS LÉSBICOS - Livro IIOnde as histórias ganham vida. Descobre agora