A PASSAGEIRA DEVASSA

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Depois de passarmos meses planejando nossas férias, eu e minha esposa Pietra finalmente iríamos descansar. Faríamos uma road trip por parte do litoral nordestino. O plano era ir de avião de São Paulo até Recife e de lá alugar um carro e dirigir até Fortaleza, parando em João Pessoa e Natal.

Chegamos bem cedo a Recife e passamos dois dias conhecendo um pouco a cidade e descansando, porque a viagem seria longa. Dois dias depois, já com o carro alugado, partimos em direção a João Pessoa. Passamos três dias curtindo a capital da Paraíba, conhecendo praias, restaurantes e lugares gays e alternativos. Estávamos na estrada a caminho de Natal, quando, de repente, Pietra falou agoniada:

— Amor, preciso muito fazer xixi!

— Vai ter que segurar um pouco, amor, porque não vou parar o carro no meio da estrada.

— Por que não, Talita? É rápido! — Ela perguntou.

— Porque é perigoso, Pietra!

— Ai, amor, mas tô muito apertada!

— Calma, deve está perto de alguma cidadezinha. Se concentra aí!

Ela apenas bufou e tentou se segurar. Instantes depois, avistamos um daqueles restaurantes que ficam na beira da estrada, que, geralmente, tem uma pousada em cima e é ponto de apoio de viajantes. Assim que estacionei, Pietra correu à procura de um banheiro e eu aproveitei para sentar à mesa e tomar um café.

Ao lado da mesa à qual sentei, havia uma linda mulher conversando em 'portunhol' com um garçom. Ela tinha cabelos longos e enrolados. Olhos verdes sensuais, uma boca carnuda e uns dentes lindamente perfeitos. Ela usava uma calça jeans colada, umas botas para trilha marrom, uma camiseta, vários colares e do lado dela estava uma enorme mochila.

Escutei um pouco da conversa e o garçom dizia que ia ser difícil ela pegar ônibus ali para Natal e que poderia arranjar uma carona. Ela falou que preferia mesmo, porque queria economizar. Por fim, ele disse que tentaria arrumar uma carona para ela.

O garçom saiu na mesma hora em que Pietra voltou do banheiro, dizendo e se sentando numa cadeira:

— Ai, que alívio!

— Amor, tá vendo essa moça aí do lado? — Sussurrei discretamente.

Pietra olhou, voltou-se para mim de novo, perguntando:

— O que tem ela?

— Ela tá querendo ir pra Natal. O que você acha de a gente dar uma carona pra ela?

— Por mim, tudo bem. — Pietra afirmou.

Confesso que, logo de início, tinha achado a moça simplesmente uma delícia. E tinha certeza de que Pietra também. Nós não tínhamos ciúmes quando uma de nós achava alguma outra pessoa bonita, atraente ou até mesmo sexy. Estávamos casadas há cinco anos e nunca tínhamos nos traído. Sempre comentávamos sobre nossas fantasias. E uma delas era fazer a três, mas ainda não tínhamos tido coragem e nem oportunidade de realizá-la. Apesar disso, não houve segundas intenções quando sugeri dar carona para a garota.

Virei-me para a linda mulher com sotaque e falei:

— Moça!

Hola! — Ela me olhou com aqueles olhos verdes fascinantes.

— Ehh... — Gaguejei ao fitar aquele olhar hipnotizante. — Desculpa interromper. Sem querer, ouvi você dizer que quer carona até Natal. Estamos indo pra lá, eu e minha esposa — Apontei para Pietra. — Se você quiser ir com a gente...

Que bien! O garçom ficou de ver sí alguien ia pra lá, pero creo que acabó esquecendo.

— Então, fechado. Sairemos daqui a pouco. Vamos só comer alguma coisa.

CONTOS ERÓTICOS LÉSBICOS - Livro IOnde as histórias ganham vida. Descobre agora