22-lembranças

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Dei um pulo pra trás

- garota? - minha mãe disse enquanto me olhava assustada- onde estava até essa hora em menina?

- o- o que vc ta fazendo aqui? cade o meu pai? - eu dizia enquanto me aproximava devagar

- isso lá é jeito de falar com a sua mãe? cade as boas vindas? responda minha pergunta

- da pra esperar dona shizuko? acabei de tomar um susto... bom eu estava em uma festa e...

- FESTA? dacota, não te criei pra ficar indo nessas festas cheias de desorientados e sem futuro

- menos mãe, agora sua vez, cade meu pai?

- hora, seu pai teve que viajar para negócios de novo e pediu para que eu te ajudasse a achar um apartamento, alias, pra que sair da casa do seu pai? essa casa é enorme e...

- acabou shizuko? eu quero uma casa e pronto

- eu sou a sua mãe dacota, odeio que me chame pelo nome

- e eu odeio o fato de você tentar controlar a minha vida, ja sai da sua casa e faço meu próprio dinheiro, cade seu marido? pq não vai igual uma submissa atrás dele de novo e me deixa em paz?

- LILITH DACOTA

- CHEGA! ja passou a hora de você ir embora, não é? não preciso de vc, foi justamente por isso que eu me mudei pro canadá, deixar vc feliz com a sua vida como você queria - minha voz começou a falhar... os sentimentos vieram à tona, querendo ou não eu estava magoada por ela nunca ter escolhido ser uma boa mãe pra mim, mas sempre se preocupando com dinheiro e status

- você precisa de mim dacota

- não, eu ja precisei muito shizuko, agora eu quero você longe de mim. - subi as escadas antes que ela visse minhas lágrimas e bati a porta trancando-a e chorei como um bebê

Minha mãe era a única pessoa do mundo que tinha esse poder de me fazer tão vulnerável aos olhos nus e eu odiava o fato de ainda ter sentimentos de abandono vindo dela

- lilith, se levante da cama agora.... não deixe essa mulher controlar isso...vai lilith... agora! - eu dizia baixo pra mim mesma com a voz falhada e o gosto salgado das lágrimas

Levantei devagar e fui até o banheiro para um banho relaxante, eu precisava de um tempo pra mim.

Comecei a encher a banheira, me despi e entrei, me deu um choque de calmaria e era tão bom, a água morna no meu corpo, parecia que eu não tinha nenhum problema, fiquei por 20 minutos e senti minha pele enrugar por conta da água então me levantei pra sair

toc toc

- dacota? tem uma garota aqui, ela quer falar com você

- fala que eu morri, sei la shizuko, não quero ver ninguém

senti os passos dela distantes e comecei a me secar para sair do banheira, enrolei meu cabelo com uma toalha e coloquei o roupão, quando abri a porta eu senti um furacão entrando no banheiro e me puxando junto, era joanny

- o que vc...joanny? mas...

- não acredito que você ia me ignorar dacota

- joanny eu não to com paciência agora

- eu entendo vc estar brava comigo, me desculpa pelo tapa... que? desculpa nada, você mereceu ta

- a próxima vez que você ousar me bater, vai perder a mão

ouvi joanny engolir seco

- e-eu vim aqui conversar, eu não entendi direito o que você disse

o lado escuro do sexoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora