8 - Iguais

12 4 26
                                                  

Wanessa

Ops! Esta imagem não segue as nossas directrizes de conteúdo. Para continuares a publicar, por favor, remova-a ou carrega uma imagem diferente.

Wanessa

O Waze levou a gente por um caminho muito louco, mas conseguimos chegar na casa do Dani. Era pouco mais de três da tarde quando mandei mensagem falando que estávamos chegando, e quando meu pai estacionou, Daniel estava abrindo o portão. Não dava pra ver nenhum cachorro no quintal, o que foi decepcionante.

— Oi. — Ele cumprimentou enquanto nós descíamos do carro. Meu pai respondeu e eu acenei.

Só pelo tanto que dava pra ver da frente — com o portão de grade e o muro alto —, a casa parecia ser pequena, mas não minúscula. Eles tinham um carro grande na garagem, duas bicicletas, uma goiabeira na frente da janela do que supus ser a sala. Em baixo da árvore estava uma casinha de cachorro que se encontrava vazia. Da garagem também tinha uma porta que parecia ser para um corredor que poderia levar aos fundos.

Dani nos liderou pela porta da frente, que dava direto na sala — um cômodo amplo, maior que a nossa, com um daqueles sofás enormes que abrem e você pode dormir confortavelmente. O cachorro estava deitado nele, pouco preocupado com as visitas.

— Esse é o Napoleão. Ele já é meio vivido, então não liga muito pras pessoas. — Daniel informou sentando ao lado do cachorro para agradá-lo. — Ele veio com a casa.

Parei um pouco pra agradar o cachorro, o Border Collie mais de boa que eu já tinha visto na vida, e esse foi o tempo do professor Hugo vir nos cumprimentar, saindo de outro cômodo. Ele apertou a mão do meu pai primeiro, se desculpando por demorar pois estava lavando a louça.

— E aí? Foi difícil chegar?

— Mais ou menos. — Meu pai admitiu. — Mas deu tudo certo.

— Que bom, que bom. — O professor respondeu, e os dois ficaram se olhando por um momento. Dani e eu trocamos um olhar também. — Daniel, mostra o resto da casa pra eles.

Imediatamente, Dani se levantou e pegou minha mão. A casa tinha um andar só, e o cômodo à esquerda, que era de onde o professor tinha saído, era a cozinha junto da copa que também era cumprido, mas espaçoso. A porta seguinte era do quarto do professor Hugo e depois tinha um escritório amplo com uma porta de vidro que dava para o quintal dos fundos.

À direita, estava o quarto do Dani, cujas paredes estavam forradas de prateleiras com livros, pôsteres de grupos e animes que ele gostava, além de ter uma TV, uma escrivaninha com computador e um teclado, e um violão encostado entre a cama e o guarda-roupas. O banheiro, que era a última porta do corredor, era bem espaçoso, com azulejos em tons de verde e cinza claro que eu nunca achei que daria certo, mas deu.

— Foi minha tia quem decorou a casa. — Dani me contou. — Ela é designer.

Honestamente, a casa não era pequena, ela só tinha poucos cômodos. Quando saímos para o quintal dos fundos, ainda tinha mais um cômodo separado que o professor Hugo disse ser uma sala de música. Eles tinham um piano, uma guitarra, algumas flautas, tinham até uma mesa de som que, descobrimos, Dani vez ou outra conectava ao computador para compor algo. Meu pai o fez prometer que lhe mostraria suas criações quando voltássemos de viagem, e Daniel ficou intimidado de mais para dizer não.

[PAUSA] As coisas que nos escolhemOnde as histórias ganham vida. Descobre agora