CAP: 54 Parte 2

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Continuação...

Angel / Clovis Duarte


O caminho até nosso destino não foi silencioso. Ele é divertido e como eu não sei ficar sem falar nada. Resolvir fazer algumas perguntas! Viro de lado e ele continua focado na estrada.

— Clóvis!

A Angel é super alto astral, apesar dela estar querendo se animar, vejo que ela não está legal! Ela me chama e eu lhe respondo.

— Oi! — Olho para ela de relance e depois foco na estrada.

— Você é um cara tão lindo! — Ele sorri e continuo... — Não tem uma namorada por ai e está escondendo o jogo? Eu sei que nos falamos e nunca mencionou ninguém. Não quero atrapalhar nada viu. Dou maior apoio. E como uma boa amiga quero ver todos felizes.— Qual meu interesse nisso? Eu devo ser doida. E o DC o que deve estar fazendo agora?

— Acho que ainda não encontrei a mulher certa para firmar um compromisso. E se já a encontrei ela não me viu ainda. — Talvez ela tenha entendido o que eu falei. Ficaria com ela se ela quisesse. Mas meu foco hoje é ajudar meu irmão. Só que não custa nada jogar algumas indiretas. Ela não falou se tem alguém.

— Nossa, sério? Quem em sã consciência te recusaria ou não te olharia? Ela não deve enxegar direito. — Poxa preciso saber quem é ela e quem sabe não ajudar eles dois. Sou boa nisso. Juntar as pessoas.

— Ou talvez ela tenha alguém ou não esteja aberta para se relacionar. — Ela parece pensar. — E meu histórico não ajuda muito apesar de ser um cara legal. — Sorrio pra descontrair.

— Se eu não tivesse tão enrolada, eu investiria em você. — Sei que tá levando na brincadeira meus comentários doidos. Só quer me animar.

— Se não tivesse sendo legal comigo até acreditaria que poderia ser verdade. Enfim, vou ficando solteiro... — Talvez não por muito tempo... Vamos ver o que essa noite nos aguarda.

— Tô falando sério. — Ele arqueia uma sobrancelha e o sinhal fecha. E me olha de novo daquele jeito. Eita desgraceira... Cuidado Angel... Não iluda o garoto. É seu amigo.

— Angel, não brinca com fogo. — Lhe olho intensamente. Ao ouvir suas palavras minha vontade é de beijá-la até ficarmos sem ar. Droga Clóvis não estrague tudo.

— Vamos mudar de assunto. Porque o negócio parece que esquentou. — Ele sorri. A temperatura subiu aqui.

Ela só tá brincando comigo. O sinal abre e volto para a direção do carro. Já estamos quase lá!

— Não esquenta. Só quero te ver bem.

— Obrigada! Eu não estou bem! E você me chamar pra sair e tentar me animar foi muito gentil da sua parte. Te considero muito. Me sinto muito a vontade com você. Até pra falar asneiras. Valeu mesmo.

— Amigos são pra essas coisas. Não é assim que dizem por ai! E se precisar de qualquer coisa sabe que pode contar comigo. — Amigo... Infelizmente. Ela esbosa um sorriso e aperta com ternura minha mão. Esse carinho me eletrizou todo. Levo sua mão até meus lábios e beijo-a delicadamente.

Ele é muito carinhoso. Chegamos na boate do Clóvis e alguns fotógrafos, nos atacam antes de chegarmos na entrada. Os seguranças dele nos ajudam a entrar e ele pega minha mão e me conduz, ate a porta exclusiva. Ele é o chefe, isso que é coisa boa, não ficar esperando na fila. Eu pareço nervosa, não estou me entendendo, desde aquele momento um tempo atrás, me sinto diferente ao encontrar os olhos do Clóvis, coisa que não havia me acontecido antes na presença dele. É melhor eu beber alguma coisa. Tá uma loucura aqui. Gente dançando pra todo lado. O DJ avisa no microfone que o chefe chegou e o Clóvis levanta os braços e sorri para todos, mas não larga nossas mãos. Vejo e fico intrigada. É bom, ele me passa segurança.

A CaçadoraOnde as histórias ganham vida. Descobre agora