(LEIAM O RECADO NO FINAL)

N O A H   U R R E A

- Eu estou grávida- ela sussurrou e caiu no choro logo em seguida- você me magoou, me machucou e... eu estou grávida de um filho seu!

Meu coração ficou abobalhado. Perdi o controle das minhas lágrimas. Minha respiração ficou mais curta. Abracei Sina mais forte entre meus braços. Eu machuquei a minha garota. E o pior, ou melhor, ainda não decidi, machuquei também a coisinha que estava dentro dela. Nesse misto de emoções, a alegria me dominava de vez em quando. Eu teria um pequeno feto pra cuidar, meu mesmo, meu e da mulher que eu amo. Nós escolheríamos o nome, o bercinho, as roupas...

Pequeno embrião Deinert Urrea.

- O que nós vamos fazer agora?- Sina perguntou depois de um longo período de silêncio.

- Nós vamos...- sorri e deitei minha cabeça em cima da sua- vamos morar juntos, ou não, e o nosso bebê vai crescer com a gente. Nós vamos ser felizes. Juntos. Você pode me perdoar?

- Eu não sei- sua sinceridade fez meu coração apertar, mas eu não podia culpá-la
.
Sina estava grávida e magoada, e eu, a pessoa que devia apoiá-la e evitar que qualquer coisa a ferisse, deixei tudo pior. Abracei mais seu corpo, tive a sensação de que eu não podia fazer mais nada além daquilo. Pedir desculpas não era suficiente, ajoelhar aos seus pés e implorar por perdão tampouco. Eu devia ter feito melhor, mas não fiz. Eu me negava a deixá-la ir, preciso dela.

Sei que ela precisa de mim.

- Será que você pode ir embora?- minha loirinha perguntou, sua voz me dava vontade de chorar.

- Deixa eu ficar aqui com você- pedi e deslizei na cama para deitar a cabeça em seu peito, sentir seu coração bater no meu ouvido foi o que me fez desmanchar em lágrimas- eu prometo que vou concertar o estrago que eu fiz, eu vou colocar tudo no lugar, eu juro Si. Me dá uma chance, por favor.

- Noah...

- Olha só- ajoelhei na sua frente e segurei suas mãos depois de limpar meu rosto- eu sei que eu fiz uma coisa idiota e eu sinto muito- fechei os olhos com força a abaixei a cabeça- eu queria poder voltar no tempo e... ter impedido ela de encostar em mim, qualquer coisa, mas eu não posso. Nós não podemos fazer isso com a gente, você sabe que o certo é ficarmos juntos, com o nosso...- olhei para a barriga dela e, cautelosamente, coloquei a mão ali- ...o nosso bebê. Nós vamos ter um bebê- Sina tampou o rosto com as mãos e soluçou- eu te amo tanto.

Me estiquei para frente e beijei seu pescoço, subi os lábios até sua boca e tentei beijá-la, mas Sina virou o rosto. Eu não sei o que eu fiz para merecer tanta dor, talvez se eu tivesse contado para Sina que Flávia estava em Los Angeles nada disso estaria acontecendo, eu teria provas de que aquela mulher é louca e eu não tenho culpa de nada.

- Por favor amor- encostei minha testa na sua e implorei de novo por seu perdão- me desculpa.

- Acho melhor você ir embora- ela disse alto o suficiente para me fazer voltar a chorar- é melhor você ir.

- O que?- me afastei para encará-la, mas Sina fazia de tudo para não olhar nos meus olhos- não, olha só, você sempre disse que confiava em mim, e que para tudo dá-se um jeito...

- O que eu sei sobre alguma coisa??- ela afastou minhas mãos do seu corpo, ainda sem olhar para mim- vai embora Noah.

- Deve ter um jeito de resolver isso, nós... Eu... eu não posso imaginar minha vida sem você- segurei suas mãos, beijei as costas de cada uma e dei um selinho na Sina de novo- não posso viver sem seu cheiro, sem sua boca, seus olhos, seu coração- deitei em cima de seu peito e a abracei de novo- seu coração é meu, lembra?

Behind the lights |HIATUS|Onde as histórias ganham vida. Descobre agora