Capítulo 1

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Espero que gostem do livro! Foi escrito com muito amor e carinho! Amoooo muito! Beijos

AMAR VALE A PENA

CAPÍTULO 1

Luiza

Chove muito... Posso dizer que por fora e por dentro de mim. Há trovoadas de desespero e indignação que ecoam no meu peito e me deixam paralisada. Estou envolvida em pensamentos. Perdida neles, pra dizer a verdade. Quero entender o que aconteceu. Quero me esconder do mundo. E se houver a opção nunca ter nascido também gostaria de utilizá-la. Não sei pra onde ir, pra quem ligar... Simplesmente não sei por onde começar a pensar em alguma coisa pra fazer, pra entender, pra formar um raciocínio que me ajude a compreender essa estória. Com "e" mesmo, porque não poderia ser verdade.

Tento me acalmar. Começo a andar pela rua, procurando o meu carro. Acho que vim nele... A chuva me molha cada vez mais, parece querer limpar tudo de ruim que sinto. Até consegue, mas em um segundo, todo o desespero volta e a revolta exala novamente. Por quê? Por quê? Por que isso foi acontecer? Eu não merecia. Ou... Será que... Não! Não merecia! Ninguém merece ser deixado sem motivo algum. Precisa haver um motivo, nem que seja outra pessoa! Deve existir um motivo, no qual a culpa não é minha. Claro! A angústia aumenta enquanto vago entre a alternância em saber o motivo e de quem é a culpa. Isso transtorna meus pensamentos (como se meu sofrimento fosse diminuir caso tivesse essas respostas).

Penso e repenso os dez minutos de conversa que tivemos. Isso mesmo! Três anos de relacionamento se foram em dez minutos. Cadê aquela carinha assustada para eu colocar aqui? Porque eu me assusto! Não devo estar valendo nada, pra ele acabar tudo em dez minutos. Se bem que... Acabaria. Mas... Dez minutos? É muito pouco! Aliás, acho que não foi nem isso... É pouco! É falta de consideração. É falta de querer o bem do outro. Tudo bem que não ame mais, não queira mais nada, mas precisa ter consideração e... Dez minutos de consideração é muito pouco!

Acredito que enquanto brigo por algo, é porque tenho interesse... É porque amo! Essa é a minha filosofia. Sempre acreditei nela e... Adivinha? Demonstrei o meu interesse ENORME pelo Fábio desde o nosso primeiro dia de namoro, ou seja, briguei bastante. Mas ele nunca entendeu que era prova de amor! Achava ruim eu brigar por ele. Tudo bem que era com ele... Mas poxa! Eu me estressava! Ele não imagina o quanto dava trabalho brigar daquele tanto para que a gente fosse feliz! Não que eu gostaria de ser reconhecida pelas brigas. Na verdade, queria que entendesse que eram para o bem do nosso relacionamento. Está bem... Admito! Não sei se briga pode ser para o bem de algo! Ah! Fiquei louca mesmo! A carência de não me sentir amada há muito tempo deve ter feito isso comigo... Eu sei... Eu sei... Estou colocando a culpa nele de novo. Claro. É bem mais fácil!

E agora é isso! Trinta anos na cara, um monte de relacionamentos desastrosos que me deixaram bem "esperta" para diagnosticar todo tipo de homem, do melhor ao pior, catalogando cada um e colocando um estereótipo bem comum. Do separado revoltado que foi traído pela esposa amada e quer se vingar em qualquer mulher que acha pela frente ao filhinho da mamãe que só namora quem a velha aprova, do solteiro "baladeiro" que não passa de uma noite porque o papo não flui ao careta beato que é cheio de manias... Só que essa experiência toda não me deixa ter uma visão clara de o porquê do Fábio ter entrado com o pé e eu com a bunda num relacionamento, no qual jurava estar comandando!

É quando a gente se perde. Perco por completo o chão. Não sei O MOTIVO. Ah, também, de que adianta saber o motivo se não vai voltar mesmo? Mas vai que ajuda para o próximo relacionamento... Que próximo? Pelo amor de Deus, Luiza! Você nem encerrou um, já quer outro relacionamento?

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