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“Diga-me, você também está?
Você consegue sentir onde está o vento?
Você consegue sentir ele passando
Por todas as janelas
Deste quarto?”

Baekhyun tremia sem nem ao mesmo ter uma explicação plausível para tudo que havia acontecido à horas atrás. Mesmo aéreo, atendeu as poucas pessoas que adentraram a loja, quando se viu sozinho mais uma vez, ele decidiu respirar fundo antes de abrir a caixa que foi entregue a si pelo maior.

- Não pode ser! – sussurrou pra si mesmo, ao encarar os produtos da mais nova coleção da Park’s Cosmetics – eu não acredito nisso – desacreditado, Baekhyun pega os diferentes tônicos faciais, mascaras e cremes, passando a admirá-los sem saber o que fazer.

Park Chanyeol estava na loja de seu tio à horas atrás, logo em seguida ele o tratou mal e o maior revidou. Entretanto aparentou se arrepender e voltou ao estabelecimento, dessa vez trazendo algo em mãos. Baekhyun jamais imaginaria que seria um presente, muito menos os produtos do Park.

Por mais que fosse um sonho, ele não poderia aceitar aquilo, poderia vender a alguém já que com certeza daria uma boa grana, mesmo que a vontade de ter aquilo pra si o deixasse cego. Por baixo das embalagens, no final da caixa havia um cartão, nele tinha um número e com belas letras uma frase “Suas desculpas estarão completamente aceitas caso aceite jantar comigo”.

- Baekhyun! – dou um pulo ao ver o meu tio em minha frente, eu sequer havia notado que ele estava ali.

- Hm, oi tio.

- Você está bem? – intercalei o olhar entre o cartão, a caixa e o meu tio, logo assentindo – então vamos ao trabalho – após guardar a caixa, ao menos tento focar no trabalho.

Durante o final da tarde e início da noite, Baekhyun passou trabalhando na loja com o pensamento em tudo que se passou. Ele ainda não sabia que fim daria aquele presente, mas tinha certeza que não ousaria ficar com aquilo pra si. Quando o seu horário de trabalho terminou, às exatas 21:30, o Byun voltou pra casa.

Ventava muito por ali, porém ainda sim ele agradecia por não estar chovendo, ele não tinha um guarda-chuva consigo e não estava em seus planos chegar em casa todo molhado. Com a caixa em mãos, Baekhyun se perguntava o que o Park estava pensando para lhe entregar aquilo.

Óbvio que aquele era o seu sonho de consumo, mas com certeza Chanyeol fazia isso com todos que conheciam, lhe entregando uma caixa com os seus produtos e o seu número de telefone. Baekhyun ri soprado ao negar com a cabeça.

Homens são todos iguais e a essa altura ele nem deve lembrar que me deu o seu número, ou melhor, nem deve se lembrar que me conheceu. Diante de tantas pessoas que convivem com ele, por que ele olharia e si importaria com um pobre coitado feito eu? Ri mais uma vez. Se enxerga Baekhyun, nada nunca vai acontecer pra você.

Com uma enorme taxa de pessimismo, o Byun chega a casa encontrando a mesma vazia, sua mãe sempre chegava alguns minutos depois que ele. Cansado psicologicamente, Baekhyun vai para o banho, desejando que aquela água fria espantasse todas as lembranças recentes. Por mais que não quisesse, a sua mente só dava voltas por tudo relacionado a Park Chanyeol.

- Querido, cheguei! – após o banho, resolvi fazer um misto quente. Enquanto eu comia, encarava fixamente a caixa encima da mesa.

- Bem vinda de volta mãe.

Dusk Till Dawn - ChanBaekOnde histórias criam vida. Descubra agora