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- Vais para a escola?

Assim que fecho a porta atrás de mim querendo fugir dos avisos sinistros da Alice deparo-me com o Mike e o Ian.

- Parece-te que vou a mais algum lado? - Cuspo aborrecida com o comportamento de toda à gente ao meu redor.

- Diz-me tu. - Ele balança a cabeça na direcção do carro do Harry.

- És pago para tomar conta da casa, não de mim.

- Mas eu sou pago para cuidar de ti. - Lembra o Ian.

- Tu és pago para garantir a nossa segurança, não decidir o que faço ou deixo de fazer. Não preciso de ama. - Olho-o séria.

- Se continuares a comportar-te como uma criança como tem acontecido, eu acho que vais precisar de uma. - Responde de forma inteligente.

Estou a sentir-me de tal forma atacada por toda a gente hoje que já estou exausta e o dia ainda agora começou.

- Ian, mantém-te calado se queres continuar a trabalhar para o meu pai. Ou caso contrário, podes começar a fazer as malas.

Mais do que chocada comigo mesma pelo que disse, vejo-os chocados com o que ouviram mas isso não faz com que sinta a necessidade de pedir desculpa.

- Tenham um bom dia.

- Como é que correu? - Dispara o Harry mal entro no carro e ele acelera.

- Bem. - Respondo sem rodeios enquanto tiro um momento para respirar fundo.

A mão dele aperta o meu joelho, fazendo-me olhar para ele.

- O que se passa?

- Nada.

- Não me mintas. - Sussurra apertando o meu joelho mais uma vez. - O que é que tu lhes disseste?

- Inventei uma história qualquer.

- Eu quero saber. - Ele sorri e eu conto-lhe a história sem muitos pormenores.

Decido deixar de fora a desilusão dos meus pais e dos meus seguranças e os avisos estranhos da minha empregada e também a forma como eles me fazem sentir sufocada.

Ele ri-se quando eu acabo.

- Babe, tu devias vir trabalhar para mim. És ótima neste tipo de coisas.

- Não, obrigada. - Respondo sem humor. - Eles disseram que estavam desapontados comigo.

- Então é por isso que estás com essa cara.

- Toda a gente me deu na cabeça, até a minha empregada. - Suspiro exasperada. - Estou farta que me chateiem a cabeça.

- Eles vão perdoar-te. Eu prometo. - Ele sorri. - Falando sobre coisas mais animadas, os rapazes querem conhecer-te. - Conta com animação.

- O quê?

- Eles sabem sobre nós. Todos sabem. Então eles querem conhecer-te. - Ele sorri mais uma vez.

- Devo ficar preocupada? - Pergunto com um sorriso.

- Não. Eles são simpáticos. Só têm que ganhar confiança.

- Acredito que sim. - Balanço a cabeça. - Mas vamos ter que deixar para outro dia. Os meus pais querem-me em casa depois da escola.

- O quê? Porquê?

- Porque eles querem conversar comigo. Outra vez. - Reviro os olhos.

- Então isso quer dizer que não vou poder estar contigo depois das aulas?

- Não. Eles querem falar comigo. Pode ser que me tirem do castigo mas não me acredito muito nisso.

- Arranjamos outra maneira. Eu arranjo sempre.

Em pouco tempo, o Harry estaciona o carro à frente da escola. Quando vejo os meus amigos falarem e brincarem no banco de sempre, o meu peito aperta. O Justin está afastado deles e a Jen está sozinha num canto.

- Eu não quero estar aqui. - Murmuro.

- Eu muito menos mas vamos despachar isto. - Ele abre a porta do carro e eu também.

Algumas cabeças giram quando me vêm sair do carro do Harry. Não sei se será pelo que se passou ontem ou então porque tenho o Harry mesmo ao meu lado com o braço à volta da minha cintura.

Oficialmente, ainda sou namorada do Justin e até ontem, supostamente não conhecia o Harry.

- Não mentiste quando disseste que ias estar comigo vinte e quatro horas comigo. - Brinco.

- Eu cumpro sempre as minhas promessas. - Sorri apertando-me contra ele.

Coro.

- Estás envergonhada? - Ele solta uma gargalhada.

- Não. - Tapo o meu rosto.

- Eu acho que estás, amor.

- Cala-te! - Bato com a mão no peito dele. - Ultimamente tens-me chamado muito de amor.

- Não gostas?

- Amo. Só não estou habituada.

- Então habitua-te, porque agora és minha.

Beijo-o sem pensar duas vezes, sem pensar em que está a ver ou não.

Ele separa-se de mim pouco tempo depois e sussurra.

- Amor?

Ele aponta para atrás de mim e eu vejo a Rita aproximar-se de nós.

Merda.

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