Capítulo 2

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Se passaram dois dias, curtimos os nossos últimos dias de férias e hoje... partiu escola. Coloquei uma calça preta e bem colada no corpo, e meu uniforme azul marinho. Fiz um coque frouxo no cabelo e coloquei meus all star, e desci com a mochila pra tomar café. Mas só encontrei minha mãe sentada na mesa.

- Bom dia meu amor, dormiu bem?  - Pergunto com um sorriso doce que só ela tinha e deixava meu dia bem.

- Bom dia mãe, dormi sim e a senhora? - Respondi enquanto pegava um pão com requeijão e um copo de suco, e logo apareceu Ana cumprimentando à minha mãe, e diferente da minha mãe, ela estava bastante animada.

Se despedimos de todos da casa e fomos com o motorista da minha mãe pra escola, que era umas 4 rua antes da minha. A entrada do colégio estava lotada como sempre. E já avistamos a Luana e algumas garotas junto com ela. Descemos do carro e a maioria fico olhando e sorrindo pra nós, e os novatos confusos e inseguros, coitados.

- Lindonas da minha vida,  tava sentindo falta de vocês já, sério - Luana veio falando e nos abraçamos, ela era uma loira, de olhos verdes e muito linda mesma. Mas tem uma mania chata de querer ser melhor que todos.

- Também sentir sua falta Lu, como foi o sítio com seus pais?  - Falei, sorrindo.

- Ah foi bom, fiquei com um garoto lindo lá, mas de resto nada demais.

Fomos entrando e procuramos o lugar onde sempre ficamos. Continuamos a falar de como foram as nossas férias, até que vejo o Pedro entrando no colégio com seus amigos e ele tava de boné, todo lindo. Quando me viu, veio na nossa direção com os meninos que complementaram minhas amigas.

- Oi linda - Pedro disse, sorrindo abertamente, mostrando aqueles dentes branquinhos. Me abraçou bem apertado e se afastou pra me dar um selinho. E adivinha?  acabei corando com esse ato.

- Aí menino que vergonha,  tudo bem? Como foi suas férias?

- Foram boas e as suas?

- As minhas.... - Quando eu ia responder,  escutei alguém gritando e vi que era Luana gritando com uma menina que tinha sem querer esbarrado nela.

- Sua cega, não ver aonde passa não? Ein garota? - Luana não gritava, mas mesmo assim ainda esculachava a menina que tava toda sem graça. Cheguei perto e vi que a menina era uma ruiva e com certeza novata,  porque nunca a vi aqui.

- Ei Luana, precisa falar assim com ela? - Perguntei olhando pra mesma, que me encarou furiosa.

- Eu já pedi desculpas, sério foi sem querer - A menina disse toda apressada e cheio de vergonha.

- Luana deixa a menina cara, precisa disso tudo? palhaçada - Pedro falo, defendendo a menina que encarou ele e parecia hipnotizada, o que me incomodou um pouco, até porque Pedro nunca foi de defender nenhuma menina e ele fez isso com ela, e agora estavam se encarando.

Conseguir puxar Luana comigo, deixando que a menina saísse de perto. Fomos ver nossa sala, e Luana não tinha caído na mesma sala que eu e Ana, o que deixou ela triste. Quando entramos e fomos sentando no canto, percebi que a menina ruiva tava na nossa sala e ela era toda na dela, parecia ser uma boa menina. Logo entrou o professor e pediu pra todos se apresentarem,  falei meu nome e fiz umas gracinhas que fez todos rirem.  Ana fez o mesmo, mas arrancou risadas de todos, já que fazia graça de tudo. A menina ruiva foi tímida a falar e sempre tinha uns cochichos quando ela foi se apresentar. Seu nome era Lohana e tinha vindo de outra unidade do colégio. Nome bonito.

As horas parecia que nunca iam passar, era uma demora que deixava qualquer um irritada. A última aula a professora manda fazer um trio pra fazer um trabalho que valia nota já, mas que seria duas etapas. Claro que ficou eu e Ana juntas, mas aí quando viramos a maioria tava com grupos e Lohana sobrava, fiz um psiu e chamei pra sentar com a gente. Ela pensou um pouco e veio toda cheio de vergonha.

- Oi lohana, tudo bom? - Falo Ana, querendo puxar um assunto com a ruivinha pra não ficar daquele jeito que estava, toda vermelha.

- Tudo sim e vocês meninas? É... aquela menina não é amiga de vocês?... Não quero incomodar nada viu - Ela dizia toda atrapalhada e prendi um riso, porque era engraçado e fofo o jeito dela.

- Ela é nossa amiga, mas falamos com quem quisermos e ela não tem que achar nada, sou Ana.

- E eu sou Tati - Sorri, confortando a menina. Quando começamos a fazer, Lohana já estava se soltando bastante com a gente, falávamos de tudo e a professora chamo nossa atenção o tempo todo. Sorte que conseguimos terminar a primeira etapa, e levamos a segunda etapa pra casa, dei meu endereço pra ela e marcamos de fazermos mais tarde. Quando saíamos da sala e Luana viu a Lo, intimidade demais já, conosco fechou logo a cara e saiu andando, deixando nós com cara de tacho.

Dei tchau pra Lo e pedi pra que Ana me esperasse, que eu iria falar com Pedro na quadra. Cheguei lá e ele ja veio correndo até mim, bom garoto.

- Oi, vai me ver jogar hoje?  - Ele me deu um selinho e sorriu

- Não vai dar, mas bom jogo lindo - Eu disse fazendo um carinho na bochecha dele.

- Obrigada amor, e Luana ta na minha sala, ta sabendo? 

- Sério?  não sabia, ela saiu da sala com uma cara de furiosa pra mim, porque me viu com a Lo - dei de ombro e olhei pro chão.

- Lo?  quem é lo?  - Pedro riu, como se eu tivesse falando alguma piada.

- Aquela ruivinha, ela se chama lohana e ta na minha sala, fizemos o trabalho juntos e Luana nos viu saindo da sala - Falei encarando bem ele pra ver sua reação, mas não teve nenhuma, bosta. 

- Ata, liga pra Luana não,depois volta correndo pra vocês - Disse me dando um selinho e se despediu de mim, indo jogar com o time.

Entrei correndo no carro e fui pra casa com Ana e o motorista da minha mãe. Quando chegamos lá, tava meu pai e minha mãe na sala e minha mãe chorando dizendo que não podiam fazer isso. Me desesperei quando vi minha mãe daquele jeito.

- Mãe?  mãe, o que aconteceu mãe? - sai correndo até ela e abracei bem forte, que também me abraço com carinho.

- Tatiana, temos que conversa seriamente - Meu pai disse todo sério, que me assustou bastante, e minha mãe voltando a chorar e dizer que tava errado fazer isso.

- O que é papai?  me diz - Respondi desesperadamente, querendo saber o que tinha acontecido. Ele pediu pra nós irmos até seu escritório e conversa lá, e pediu pra ninguém se intrometer.

Sentei na cadeira de frente pra ele e ele começo a falar que a empresa tava com problemas e poderia ir a falência, naquele momento eu fiquei de boca aberta, meu pai sempre teve o controle da empresa e sempre foi um bom dono de la. Disse-me que houve um roubo que o antigo funcionário fez e está preso hoje em dia, mas ele causo bastante prejuízo.

- Mas pai, e agora?  o que vai fazer?  - Perguntei chocada com aquilo, precisa ter uma solução, uma saída e não irmos a falência.

- Bom minha filha,  lembra aquele meu amigo Leonardo? Ele me deu uma proposta - Ele disse calmo e parecia com medo do que ia dizer daqui alguns minutos.

- E o que é pai?

- Ele tem um filho que é irresponsável, esta na faculdade e ele sonha em ver o filho se casar, então ele propôs em casar.... você com ele.  - Levantei minha cabeça tão rápido que por sorte não machuquei. sorte? sorte passou longe de mim agora. Era por isso que minha mãe dizia que era errado e chorava, eles queriam que eu me casasse com um estranho, um garoto que é irresponsável. Eu não tinha o que falar. Levantei com presa e sair correndo pro meu quarto e trancando a porta, ainda escutei eles gritando meu nome, mas não dei ouvidos. Eles não podiam fazer isso comigo,  era nova ainda e ainda tenho muito o que aprender antes de casar. Eu só sabia chorar e chorar na minha cama, parecia uma criança sem ninguém pra ajudar. Entre tantas lágrimas e pensamentos, acabei dormindo...

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