Capítulo 1

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Kimberly

— Senhora Geórgia, o que estamos aguardando? Tenho um compromisso e não posso adiá-lo. — Senti um frio percorrer meu estômago ao pensar em meu almoço com Marcus.

— Tenha calma, senhorita Digory. Em breve, entenderá. — Ela me olhou por cima de seus óculos meia lua, vendo a inquietação me dominar.

Alguém bateu sutilmente na porta e antes de permitir a entrada, Geórgia passou as mãos pelos curtos cabelos loiros, arrumou o casaco vermelho e endireitou a postura atrás da grande mesa de madeira que a pertencia como diretora. Quem quer que fosse, parecia ser alguém muito especial.

— Por favor, entre.

A porta se abriu lentamente e quando meus olhos alcançaram quem caminhava em minha direção, por um segundo, perdi a respiração. Um homem totalmente vestido de preto, com a postura impecável e fortes braços, adentrou a sala, acompanhado de mais três homens vestidos praticamente da mesma maneira. A diferença era que o primeiro homem estava com um sobretudo preto e longo, que arrastava elegantemente pelo chão rente a seus pés a cada passada que dava. Seus coturnos amarrados até metade da canela ressoavam batuques pesados pelo piso de madeira. Os cabelos claros daquele homem contrastavam com toda aquela escuridão e quando olhei em seus olhos, por mais que não passasse de míseros dois segundos, pude ver que eram de um verde esmeralda magistral.

— Herrera! — Ele passou direto pela cadeira em que eu estava sentada, seguindo até a diretora.

Percebi que ele a chamou pelo segundo nome, sem ter a educação de chamá-la de senhora. Estranhamente, a própria diretora pareceu não se importar, mas meus pais me ensinaram assim e aquilo me incomodou.

— É uma honra, senhor! — Geórgia apertou a sua mão.

Tentei compreender aquela cena. Ele aparentava ter uns vinte e seis anos, e ela uns quarenta, e mesmo assim, Geórgia o chamava de senhor.

— É ela. — A diretora apontou em minha direção e enfim, fui notada por ele.

— O que tem eu? — Cogitei a ideia de me levantar.

— Você vem conosco! — Ele disse rispidamente.

— Não! — Anunciei. — Nem sei quem são vocês. — Levantei-me da cadeira e fui de costas até a janela. Sentia-me como um animal encurralado. Os outros três homens tinham a mesma aparência jovem e se entreolharam, vendo minha resistência.

— Meu nome é Kian Ross e estamos aqui para ajudar. — Um dos homens deu um passo à frente e completou calmamente. — Precisa vir conosco agora, não temos tempo a perder.

Sua voz era bem mais agradável do que a do ignorante dos olhos claros. Ele tinha os cabelos negros e jogados levemente sobre os olhos escuros. Seu charme era notável à distância, mas, para mim, eles eram sequestradores e eu estava disposta a pular pela janela ao invés de sair dali com aqueles malucos de preto.

— Quero falar com meu pai! — Arranquei meu celular do bolso. Eles não sabiam com quem estavam se metendo.

— É por isso que estamos aqui. Seu pai nos autorizou a levá-la conosco se fosse necessário. E acredite, é necessário! — Ele lançou um estranho olhar para o homem dos olhos claros. — Explicaremos no caminho. — Kian estendeu a mão para mim. Os outros dois homens ficaram vigiando a porta.

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