11. No limite da verdade (Mike)

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Eu sei quando uma mulher olha e quando uma mulher me come com os olhos. E Jade entrou naquele trailer como qualquer mulher do clube poderia entrar, me querendo. Estava no seu cheiro, na temperatura da sua pele, nos seios inchados e saltando na roupa de época que lhe explodia em sensualidade. Como podem achar que essa é uma boa roupa para um filme de princesas se estou completamente excitado só de vê-la todo dia em tantos panos cheios de ferros e babados? Quanto mais a tampam e apertam e amarram, mas, a quero nua nos meus pensamentos pecaminosos.

Procuro demonstrar toda a frieza porque não quero fazer amor com ela enquanto não saiba que a verdade de que sou homem. Não consigo imaginar maior punição do que ela ser beijada com a decepção interior de que pode não ser desejada completamente como mulher. Não, Jade não merece isso. Seria um crápula se brincasse com seus sentimentos. Ela não está fazendo negócios com o meu corpo, está ganhando o meu coração e isso merece algum tipo de respeito, mesmo de um cara com uma vida tão incomum quanto a minha.

Eu ia falar-lhe sobre os próximos comerciais e dois papéis de novelas que me chegaram essa manhã e, por isso, perguntei se fechara a porta do trailer para tratarmos de trabalho com privacidade. Mas, seu olhar de expectativa com outra interpretação imediata me surpreendeu e doeu ao mesmo tempo. Ela está ali me desejando e eu salivando por dentro.

Apertei a ponta da caneta diante do meu computador ligado e repeti para mim mesmo o mantra de que só faltava pouco e o filme estava prestes a acabar. Finalmente, eu poderia lhe contar tudo sem que atrapalhasse sua carreira. Sei que irá chorar, ficar triste e querer se trancar no quarto. Não vou conseguir lidar com isso e com seu diretor berrando nos meus ouvidos ao mesmo tempo. Pior, pode ser que ela nem me queira mais como seu assessor.

Jade sentou-se em um sofá no trailer e pegou uma garrafa de água. Olhou pela pequena janela para algo lá fora e depois garantiu que a cortina estivesse bem fechada.

— Eu vou comer um pote de Nutella quando chegar em casa sem peso na consciência, porque perdi quilos suando nesta roupa, hoje! — Abanou-se e virou a garrafa de água, deixando que lhe caísse pelo queixo e molhasse seus seios apertados deliciosamente. — Olha o que fiz. Preciso entregar esse vestido daqui a pouco... — Encenou pesar e eu sabia que era um jogo contra mim.

Engoli em seco e se não soubesse que era mentira a história de ser gay, eu também não me acharia homem por não lhe pegar pelos braços agora. Bati com a ponta da caneta três vezes no tampo de madeira tentando manter toda a calma e respiração. Era necessária uma força herculana.

— Mike, se mexa, me ajude aqui... — Brigou e virou-se para desatar aquele corpete. Isso seria meu fim. — Deixa, deixa! — irritou-se com a minha demora em tomar uma atitude e se fez de orgulhosa. — Você fica tão concentrado ai nas minhas redes sociais que até se esquece de mim de verdade. Essa aí você escreve por mim é de mentira — falou com voz enfadonha, pausando vez por outra para descer pelas pernas a saia do vestido que era separada do corpete. — Que delícia, meu Deus, sentir um ventinho fresco na senhora baratinha! — soltou e eu sorri, adorando sua forma engraçada e desbocada de ser.

Porém, nada ia ficar mais fácil para mim quando retirou uma camada de babados final e só lhe restou meias até os meios da coxa e uma calcinha branca de renda transparente na frente que me abriu imediatamente a boca. Virou-se para dobrar a saia sobre o sofá. Coisa que nunca faria e deixaria a minha tarefa, não fosse seu capricho em mostrar o quão linda, perfeita, dura, redonda e enorme era sua bunda apertando o fio dental que formara sua calcinha. Aposto que acordara essa manhã de caso pensado para escolher aquela peça. Engoli em seco e cocei o lábio com a ponta do dedão. Jade pegou a garrafinha de água e veio requebrando até a mesinha pequena. Puxou-a um pouco para trás e afastou o PC de mim. Depois, deu a volta até parar na minha frente e sentou-se sobre o tampo, fazendo meu coração disparar como se eu tivesse no momento mais intenso de uma corrida noturna.

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