V - A Revelação

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Nícolas estava olhando a Lua. O medo de se distanciar do planeta Terra foi gradativamente substituído pela maravilha de ver de perto as estrelas que tanto estudara e sonhara, as constelações, a bela e solitária imensidão do Universo. Os olhos dele se encheram de lágrimas ao se lembrar de sua família, que ficava mais  longe a cada instante que passava. Zara ficou ao seu lado, e apertou a sua mão, mostrando a ele que tudo aquilo era real. Ela sabia como o garoto era ligado a família e disse:

– Nick, estou com você. Não se preocupe! Embora tudo isso seja muito para você acreditar, posso lhe assegurar que o protegerei  com a minha própria vida. Quanto a sua família, em breve você estará ao lado de sua mãe e irmã.

Ele bem que queria, mas não acreditava nas palavras dela. Apesar de se sentir bem ao lado de Zara, aquela situação era inusitada e surreal. Se era verdade, não havia o que fazer. Como poderia fugir da nave sem os enfrentar? Pior ainda, como voltaria para casa? Restava-lhe continuar com a sua aventura e esperar a melhor oportunidade para escapar.

 Como poderia fugir da nave sem os enfrentar? Pior ainda, como voltaria para casa? Restava-lhe continuar com a sua aventura e esperar a melhor oportunidade para escapar

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Zara resolveu cuidar dele com carinho, percebendo a sua descrença. Sabia que ele precisava de um tempo para crer em tudo o que era dito. As informações que seriam passadas para ele a partir dali, mudariam todas as suas opiniões, com bases concretas. O jovem enxergaria o mundo de outra forma.

Ela o abraçou de modo aconchegante, enquanto ele observava a vastidão do cosmos. Em questão de segundos, a Lua foi crescendo e se tornou cada vez mais próxima. Ela estava clara, iluminada pelo Sol, com raios de luz  brilhando à sua volta. Era uma imagem maravilhosa!

O garoto já gostava de admirar o satélite natural nos dias de Lua cheia, mesmo que de longe. Imagina assim, tão perto?! À direita, ele podia ver o planeta azul que chamava de casa, gigante lar de bilhões de seres humanos. Sentia-se como um astronauta e então soube o quanto eles ficavam eufóricos ao ver, pela  primeira vez e por um ângulo tão privilegiado, o nosso planeta e seu satélite.

Viu suas crateras enormes e acinzentadas, como em um grande deserto arenoso, sem nenhuma alma viva. Pôde ver as planícies escuras com depressões formadas por crateras que sofreram impactos de asteroides e cometas por milhares de anos. Mirou mais longe, vendo as regiões mais claras formadas por montanhas.

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Os Filhos do Tempo - Vencedor do Prêmio #WattysLeia esta história GRATUITAMENTE!