William Hall não tem lembranças nenhumas dos teus pais já que esses o deixaram com menos de um ano na frente de um hospital da região e o rapaz nunca mais os viu.
Após os devidos cuidados médicos, William foi entregue a um orfanato no qual ele permaneceu até seus 15 anos, mas o orfanato faliu e com isso Will novamente ficava sem um lar, já que os documentos que comprovam que o garoto não tem um lar foram perdidos.
Portanto, o jovem teve de se virar e andou por um dia até chegar na lojinha do Sr.Green, um senhor de quase setenta anos que aceitou a moradia de William com a condição de que o rapaz trabalhasse para ele como pagamento.
E essa foi a sua vida durante um ano, morando num porão, trabalhando sem remuneração e estudando no período matinal.
Porém, a vida do jovem William não se contenta com calmaria e logo após um tempo trabalhando, ele não conseguia mais dormir ouvindo os sons do Sr.Green andando pela casa e gritando com sua mulher e logo passou a dormir nas aulas, buscando o mínimo de descanso que foi interrompido por três moleques batendo na mesa de William.
Como se sua mente funcionasse de modo independente e o seu estado de sono não importasse, Will segurou o braço de um dos meninos que o incomodava e o olhou nos olhos em silêncio durante alguns segundos, deixando uma marca no pulso do moleque que tentava com toda força se soltar.
Ao ouvir a voz da professora, Will soltou aquele menino e voltou sua atenção a aula, que logo foi interrompida com o pedido da professora de que William ficasse na sala depois do horário letivo.
Dito e feito, o garoto esperou em sua mesa após todos saírem e Lillian, sua professora, se aproximou da mesa com a expressão cansada e um tanto decepcionada.
— Hall, é um nome raro... Não entendo como tem um sobrenome se toda a história que você contou ao diretor é supostamente real, mas isso não importa. O problema aqui, Will, é que você dorme nas minhas aulas e não faz o mínimo de esforço para se manter acordado com foco na aula. –
Disse a professora, levando a mão levemente ao rosto do jovem, assim tendo sua expressão mudada para dó que era direcionado ao rapaz.
— Além disso, você agrediu um jovem na minha frente, William. Ele ficou marcado, como acha que podemos explicar isso aos pais dele? –
Continuou a professora, que foi respondida com o silêncio do rapaz que apenas conseguia pensar no básico que acontecia alí no qual a professora se negava de ver.
– Então é isso, você não consegue nem justificar o que fez, não está presente nas aulas e ainda comete este tipo de coisa na frente de toda sala. Eu esperava mais de você, William. –
Terminando seu discurso e dando o gatilho que os nervos de Will precisavam para se estressar, o garoto manteve a calma mesmo rodeado de fúria e raiva.
– A escola é o único local em que eu posso dormir, e esse moleque atrapalha meu sono mais do que comparece a aula mas você não o advertiu. Mesmo dormindo eu consigo ouvir tudo, cada detalhe, eu sei de toda sua matéria e qualquer pessoa que tenha o mínimo de memória sobre tudo o que você ensinou sabe que você errou a última conta e logo passou a correção errada, e se ainda não se convenceu de que eu ouvi tudo, você acabou de mandar um áudio para o seu amante após fazer o mesmo com o seu marido. –
A professora não tinha palavras no momento e apenas observou Will puxando sua mochila e indo embora enquanto um sorriso aparecia em seu rosto, o que não acontecia a anos.
Na saída, os meninos bloquearam a porta com um grupo de seis delinquentes.
— Você não vai sair tão cedo, a professora não te liberou, eu não ouvi. –
Disse Gregory, o mais influente daquele grupo.
– É só sair da frente e você nunca mais me vê, Gregory. Eu não tenho paciência pra você hoje. –
William responde revirando os olhos e esfregando sua mão no rosto, expressando seu cansaço.
– Pra você é senhor Gregory, e eu tô pouco me lixando com o que você quer, vai ficar bravinho se eu não sair, é ? É? –
Disse novamente o moleque e logo começou a dar empurrões no jovem Will que se continha sabendo que era uma estratégia para perder a razão e ser taxado como o ruim da história ao revidar.
— Sabe Gregory, eu não sei se pelo menos um neurônio seu funciona mas eu te digo que na sua situação... Eu sairia da minha frente. –
Will já estava perdendo o controle, o estresse o consumia e aquele sorriso voltava a aparecer.
— E você vai fazer o que? Fugir como você costuma fazer, até porquê não tem uma pessoa aqui que vai te ajudar. —
Gregory diz em tom bem mais baixo, com a boca ao lado da orelha de Will.
— Exatamente... Ninguém vai me ajudar, nunca ajudou e eu tô cansado precisar de alguém. Até mais, Gregory. —
Disse Will, e logo sem se mexer um dedo, permaneceu no local enquanto todos ficavam quietos e imóveis fitando o protagonista.
Até que Gregory decide importunar Will pela última vez, quebrando o silêncio e direcionando um soco no estômago de William, que por sua vez age em uma velocidade indescritível porém dentro dos limites de um corpo humano jovem.
Ele usa a abertura que o movimento de Gregory fez para avançar até a traseira do moleque, e com um golpe rápido e simples, derrubou o menino apenas aplicando uma rasteira no rapaz.
Logo todos outros partiram pra cima de William, que saltou contra a parede e se impulsionou contra a saída, passando por cima de todos.
Por sua vez, o grupo ficou em choque pela velocidade dos movimentos daquele jovem que já estava a alguns metros de distância com o mesmo sorriso sarcástico no rosto olhando para Gregory até que o sinal toca, as centenas de estudantes saem das salas e a vista sobre o garoto é perdida na multidão.
Will chega na casa do Senhor Green e como de costume o velho está gritando com sua esposa, o protagonista desce ao porão e joga todos os materiais no lixo, exceto os lápis e um caderno de desenhos. Ele pega tudo que lhe pertencia, que não eram muitas coisas e sobe em direção a saída da casa mas é barrado pelo seu chefe.
— Ô moleque, aonde você vai? Seu turno começa em três minutos e você nem tá vestido, quer apanhar também?! — Senhor Green tinha as mãos marcadas por sangue e sua mulher estava na cozinha, quieta e com marcas de agressão. William não precisava pensar duas vezes pra entender a situação, seu estado de fúria já não era passageiro e o silêncio demonstrava o ódio vindo do protagonista. — Você não tá me ouvindo, moleque doente ?! — Disse o velho, sem nem dar chance de resposta ao garoto, que fechou seu punho direito e golpeou o pescoço do Senhor Green, o garoto já havia perdido o senso de violência e avançou contra o velho que contorcia o seu corpo até ser atingido por uma joelhada na sua enorme barriga e em seguida, Will não poupava esforços para expelir seu ódio, até segurar a cabeça do velho com sua mão esquerda e arremessar contra a mesa de mármore, nocauteando o Senhor Green.
— Queima no inferno, velho desgraçado. — Logo, William pegou boa parte do dinheiro daquele verme e saiu da casa, caminhando em direção a um hotel que ficava a alguns quilômetros...
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Fluorescent Adolescent
Teen FictionCrimes, adolescentes, rebeldia, o que vocês gostam mais que isso?
