Capítulo I - O café

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Aquele dia, ele acordou com frio. Foi até a cozinha quando abriu a garrafa de café e viu que lá dentro tinha uma barata:

- Meu Deus, tem uma barata no meu café, gritou Napoleão.

- Agora vou ter que fazer outro café, pensou em voz alta.

E fez outro café e foi limpar a casa.

Depois que ele limpou a casa, ele foi beber o café que tinha feito. O café, estava muito quente, queimou as pontas de seus dedos fazendo com que derrubasse a caneca com o distintivo do São Paulo F.C, sujando a camisa e o chão da cozinha.

Enquanto esfregava o chão, alguém socou a porta de entrada da sala:

PAH! PAH! PAH!

-Tem alguém nessa maldita casa?

Napoleão gritou:

- Espere um pouco e pare de socar a minha porta, seu sem noção!

O estranho que estava esmurrando a porta parou e, então, lentamente, Napoleão foi atender o chamado. Quando foi abrir a porta, a maçaneta caiu no seu pé e ele gritou.

- O que está acontecendo comigo hoje!?

O estranho ouviu o grito e disse:

-Está tudo bem por aí, meu querido?

Napoleão retruca:

- A maçaneta caiu no meu pé!

- Mas está tudo bem...O que você quer afinal?

- Vim cobrar o aluguel que já está a dois meses atrasado...

Napoleão fala:

- Mas Michael Jackson, tô sem dinheiro no momento... Mês que vem eu prometo que te pago o aluguel!

Uma barulheira é percebida pelos dois enquanto conversavam na porta do apartamento alugado:

- Tem um defunto! Tem um homem morto! Morto! Morto! Gritava uma moradora do prédio que subia correndo as escadas de madeira do imóvel.

Napoleão e Michael desceram e foram correndo até lá fora ver e havia acontecido e perceberam que era apenas mais uma trolagem de Rita, uma rebelde menina de 13 anos de idade.

Quando todos viram que tudo era um brincadeira de Rita ficaram aliviados, porém irritados ao mesmo tempo.

- Que desaforo dessa mal educada, isso é falta de surra. Se fosse minha filha teria levado uma sova, gritava para todos ouvirem a mulher que havia ficado desesperada com a pegadinha.

Logo, após o ocorrido no final da rua surgiu sorrateiramente um homem com roupas pretas, uma cartola com um guarda-chuva torto e um grande sorriso largo no rosto. Ele se aproximou e ficou olhando com aquele largo sorriso para a dupla: Napoleão e Michael. Interrompendo o diálogo, ele diz:

- O que estão fazendo, hihihihi?

O homem que estava mais perto agora abre mais ainda seu sorriso e fala:

- É engraçado porque sua vidas não duraram muito, hahahah!

O InquilinoOnde as histórias ganham vida. Descobre agora