VI. Domingo é dia de... Praia

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– Claro que sim, eu não disse que vinha?

– Sim – ela abraça mais apertado. – A senhora não mente.

Ela olha pra mim com seus grandes olhos azuis e senta no meu colo. Tomamos café da manhã assim, Manu animava todos sentados e fazia o clima ficar bem descontraído. Ainda são oito da manhã quando a Manu me convence de ir para a praia com ela.

Pego o protetor solar e passo uma boa camada em mim e na minha filha. A ajudo a colocar seu biquininho e arrumamos algumas coisas e brinquedinhos para levar. Coloco duas garrafas de água dentro da bolsa.

– Volto pra te ajudar no almoço mãe – ela sorri em resposta.

E segurando a mão da minha filha animadíssima percorremos um percurso de cinco minutos até chegar na praia. A areia e o Sol batendo na minha pele são muito bem vindos.

Vejo um grupo de crianças brincando na areia não muito longe de nós e Manu parece conhecê-las, pois elas começam a agitar seus pequenos bracinhos e chamam seu nome.

– Você conhece eles meu amor? – pergunto.

– Sim, são meus amigos. Podemos ir lá falar com eles?

– Claro.

Ela vai correndo e saltitando na minha frente e quando chega perto deles. Começa a falar.

– Não disse que a minha mamãe vinha? Aqui está ela, e eu disse que ela era bonita – Manu fala com um certo orgulho e eu me abaixo para falar com todas as crianças. Sinceramente não gravei o nome de nenhuma. Mas é que a Manu tinha tantos amiguinhos que eu não me dava ao luxo de aprender o nome de todos.

– Você quer ficar aqui brincando com os seus amiguinhos meu amor? Se quiser, te espero ali do lado.

– Obrigada mamãe – ela me dá um beijo na bochecha e eu procuro uma barraca de próximo ao local de suas brincadeiras.

Mas como não encontro nada, acabo por estender a toalha na areia e me sento um pouco afastado dela, mas ainda tinha uma boa visão de onde ela estava brincando e construindo castelinhos de areia.

A praia estava movimentada, e eu prestava atenção a todos os movimentos das crianças. Coloquei meus óculos escuros e me encostei suficiente na toalha para que ainda pudesse vê-la e ainda pegar uma corzinha.

– Me desculpe interromper, mas você é a mãe da Manu não é? – uma voz masculina fala atrás de mim e eu me viro para ver quem é.

Me espanto ao ver um homem alto, negro e forte sorrindo na minha direção. Vestia um calção lilás que pendia em seus quadris e gotículas de água – que não soube dizer se eram de suor ou do mar – escorriam pelo seu peitoral liso.

– Sou sim, desculpe e você quem é... – pergunto sentando na toalha e ajustando o biquíni preto que teimava tentar em sair de mim.

– Fabrício, pai do Miguel ali – ele aponta para um menino magrinho que dividia as mesmas feições do pai. Acho que eu já tinha visto ele e o filho por aqui, mas nunca tinha me apresentado. Ele estende sua mão para mim.

– Alice, muito prazer – eu estendo a mão para ele e apertamos.

– Nome bonito – ele agacha e fica do meu lado. – Se você preferir não ficar no Sol, estou com uma barraca ali – aponta para um grande guarda-sol de madeira azul. Uma mulher estava sentada em uma cadeira ali abaixo, supus que era a mulher dele, então não vi problemas em ir.

– Se não incomodar...

– Claro que não incomoda, e garanto que você vai ter uma visão melhor das crianças de lá.

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