VI. Domingo é dia de... Praia

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O despertador toca sem faltas às cinco da manhã. Meu celular tem algumas mensagens e ligações perdidas da Carol, mas depois eu falo com ela. Ela me deu um bolo para arrumar as coisas do aniversário da Manu...

Escovo os dentes, penteio o cabelo e vou arrumar uma bolsa com o que quero levar. Coloco uma toalha, protetor, uma roupa limpa, chinelos, produtos de higiene básicos e umas barrinhas de cereais. Ponho meu celular dentro junto das chaves de casa.

Visto meu biquini preto básico, ponho um vestido de praia amarelo por cima, prendo meus cabelos em um rabo de cavalo alto, coloco uma rasteirinha e prendo meus óculos no topo da minha cabeça.

Com tudo pronto eu saio de casa. E ainda está amanhecendo quando eu pego a estrada. O movimento de carros é bem pequeno e eu vou apreciando a paisagem enquanto dirijo o meu carro. A viagem é curta e sete horas da manhã eu já estou estacionando o carro na garagem da casa de praia dos meus pais.

– Mãããe! – falo com uma voz controlada batendo de leve na porta.

Minutos depois minha mãe aparece na porta, usando um vestido longo de uma cor só e com os cabelos escuros presos num coque.

– Alice minha filha, entra, a Manu ainda está dormindo, mas acho que daqui a pouco ela vai acordar. Tomou café filha?

– Não mãe, mas não estou cm muita fome não se preocupe.

– Você está se alimentando direito filha? Te achando muito magrinha pro meu gosto...

– Estou me alimentando bem sim mãe...

– Acho bom, minha netinha sei que come bem. Mas agora vem cá, dê um abraço na sua mãe – ela abre os braços e eu abraço a mulher que lutou tanto para melhorar a nossa relação. – Vamos entrar.

A casa se mantém do mesmo jeito da minha infância. O esmo piso, a mesma cozinha, os mesmos quartos. Tudo estava igual.

Meu pai estava sentado na cadeira mais alta da cozinha, bebia seu café e lia seu jornal como sempre. Minhas lembranças da infância me invadiam com força e eu lembrei de bons momentos que eu tinha passado ali na minha infância e na minha adolescência.

– Alice – meu pai fala com uma voz séria, mas não percebo raiva nem nada em seu tom.

Seu Danilo sempre foi bem sisudo. Nunca foi de demonstrar muito afeto. Ele sempre foi um pai presente, mas não um pai carinhoso. Nunca reclamei, sempre foi o jeito dele e percebi que não ia mudar, me acostumei em receber aquele carinho parcelado.

– Oi pai – falo baixo.

– Tudo bem com você? – ele pergunta tentando manter uma conversa saudável comigo, mas eu respondo de maneira meio esquiva, ainda não me sinto completamente à vontade ao redor dele.

Manu estava derretendo o gelo enorme que nos separava. Cada momento que os dois passavam juntos eu via o coração do meu pai amolecer um pouco. Foi difícil no começo, eu não queria deixar ele conhecer a minha filha, afinal, ele que expulsou de casa, ele que não quis saber de nós.

Mas com a insistência da minha mãe acabei aceitando. Manu é louca pelo avô  e agora mesmo se que quisesse não ia ter coragem de afastar os dois.

– Tudo sim pai, e com você?

– Também estou bem.

– Agora que os dois sabem que estão bem, que tal tomarmos café da manhã? – minha mãe fala, puxando uma cadeira para que eu me sente e coloca um monte de coisas na minha frente.

Pego uma xícara e começo a despejar um pouco de suco quando escuto pequenos passinhos vindo correndo no corredor.

– Mamãe! A senhora veio – minha pequena pula na minha cintura e me enche de beijos.

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