Capítulo 07: Jeonjaeng (Series Finale)

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O homem os encarou por longos minutos; Rei era incapaz de ler os sentimentos em seu rosto, se é que ele tinha algum. Não tinha medo ou estranheza, como se estivesse acostumado a magia e aparições mágicas; não também não havia surpresa, como se estivesse esperando a visita deles.

– Aquele padre maldito. – Ele disse, revirando os olhos. – Olá, Min-ji. Pronta para morrer?

Antes que Rei pudesse perguntar, ou piscar, alguns dos pontos de seu braço brilharam em vermelho. A Gumiho foi levantada no ar quase trinta centímetros do chão; suas mãos foram para seu pescoço, como se estivesse sufocando-a. Rei correu contra o homem com Okami pronta para o ataque; ele apenas levantou os braços para parar Rei no meio de um passo, levanto-o da mesma maneira que Min-ji.

– Nós precisamos de sua ajuda, Sephiroth. – Min-ji conseguiu dizer com a voz falha por causa da ausência de ar.

– Muita audácia sua, senhorita. – Retrucou, mais sarcástico do que irado; o aperto no pescoço de Rei aliviou um pouco, permitindo uma respirada difícil. Notou que o mesmo aconteceu com Min-ji. – Da última vez que nos vimos, você comeu meu fígado.

– Você me deu permissão. Jamais que eu conseguiria te prender sem sua permissão. – Ela disse, em defesa própria; sua voz estava ficando rouca. – Deixe-me mostrar. – Ele a soltou.

– Se tentar qualquer gracinha, ele morre.

Min-ji concordou. Ela colocou ambas as mãos nos ombros de Sephiroth e olhou fundo em seus olhos. Rei estava curioso para saber o que ela estava mostrando para ele. O aperto de seu pescoço diminuiu, apesar de ele ainda estar flutuando. Minutos depois, eles voltaram ao presente; Rei foi colocado no chão. Sephiroth perguntou como ele podia ajudar:

– Nós precisamos matar Pyon Ji-Hyun. – Rei disse.

– E quem é essa? – Sephiroth acrescentou ao ver o rosto deles: – O que? Eu não conheço todas as pessoas do mundo.

– Ela é a líder da Ordem da Rosa Cruz na Coréia do Norte. – Ele completou.

– Ah, isso explica. Membros dessa organização tendem a ser difícil de matar mesmo. Já pensaram em usar um Yàn? Eles são bem poderosos. – Rei podia praticamente tocar o sarcasmo em sua voz. – Bem, eu posso ajudar com a parte mágica, mas a Ordem é particularmente conectada com o governo... Um governo militar, o que significa exército e armas.

– Não se preocupe com essa parte. – Min-ji retrucou tentando controlar a própria raiva. – O que você quer em troca de sua ajuda?

– Ele. – Apontou para Rei, que ficou na defensiva. – Não literalmente, é claro. Em seis meses voltarei para Terra para cumprir uma missão e você irá me ajudar. Ah, não pergunte. – Ele acrescentou gesticulando com os braços. – O acordo é que você irá fazer o que eu quiser, não importa o que seja.

Rei considerou não apenas tudo que já tinha feito, mas o próprio feiticeiro. Não o conhecia, nem o que ele estava planejando. Não achou que ele poderia exigir algo muito pior do que o próprio Rei já tinha feito em nome de contratantes da Raimei. Por isso, concordou.

– Espera... – Rei acrescentou. – Como assim voltar para Terra?

– Claro que não estamos, ou você acha que eu estaria lá depois do incidente do ano passado? – Rei, confuso, tentava se lembrar de algo terrível que acontecera no ano anterior. – Se você não acompanha notícias brasileiras, não sabe sobre o que aconteceu na Pedra da Gávea. Bem, enfim, vamos indo.

– E onde estamos? – Rei não conseguiu controlar suas palavras por um segundo; torceu para o homem não achar que dela era um idiota.

– Nihonkuni, um continente de Khali. Acho que aqui estamos nas terras da Ronin Yumi Koyama, a Bela. E antes que pergunte, sim, ela faz muito jus ao nome.

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