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- Onde estamos indo?- ela perguntou enquanto eu dirigia- Noah...

- Seu pai ainda não te viu.

- Não quero que ele me veja, estou com vergonha. Me deixe em casa- ela disse nervosa.

- Estou te levando pra casa- sorri, mas Sina bufou.

Ela ficou calada e emburrada o resto do caminho. Parei na frente da casa do pai da Sina, desci do carro e fui até o outro lado, abri a porta para ela e a ajudei a descer.

- Não quero- ela deu um passo para trás.

- Quer sim- segurei sua mão a puxando até a porta- anda logo Sina Maria!

Bati na porta e Carlos não demorou a nos atender, quando ele abriu, ficou paralisado por alguns segundos.

- Oi pai- Sina sussurrou, olhei para ela e a vi chorando.

Carlos a puxou para dentro e envolveu em um abraço, sorri e os empurrei discretamente mais para dentro para que eu pudesse fechar a porta. Entrei e coloquei minha bolsa no sofá, eu era mais íntimo do pai de Sina do que a própria Sina.

- Por que não me avisou quando chegou? Quando você chegou?- Carlos segurou o rosto da filha- nossa Si, você está ainda mais linda.

- Até parece- ela riu- como o senhor está?

- Estou bem, trabalho no projeto do Joshua agora, sou administrador.

- Sério? Que projeto?- Sina olhou para mim.

- Depois te explico, agora eu vou embora- peguei minha bolsa.

- Por que não fica?

- Vou buscar a Alicia na escola.

- Eu vou com você, te encontro para jantar pai?

- Claro boneca, te aviso o restaurante.

- Não vai cozinhar para mim?

- Ah tá- ri abrindo a porta- esse aí não sabe nem cozinhar pedra.

- Moleque!- Carlos jogou sua sandália nas minhas costas e eu ri.

Sina e eu saímos depois que ela se despediu do pai, mas mesmo sorrindo, ela ainda parecia preocupada.

- Viu? Seu pai te ama, não tem porquê ter medo- segurei sua mão.

- É...- ela suspirou- Alicia vai gostar de ver os padrinhos buscando ela na escola.

- Ô se vai, ela sentia muito sua falta.

- Eu sei, só não entendo como. Quero dizer, ela só tinha um aninho quando batizamos ela.

- Você era um grude só com a menina, não lembra? Parecia sua filha!- nós rimos.

- Verdade, senti falta dela.

- E ela de você- apertei sua mão antes de soltá-la para mudar a marcha do carro.

Poucos minutos depois estávamos na porta da escolinha da Alicia, me encostei nas grandes enquanto Sina esperava ansiosamente na frente da porta. Eu nunca cansava de admirá-la, aquela cidade não era a mesma coisa sem ela. Coloquei minha mão no bolso e tirei minha pequena câmera dali e tirei uma foto dela.

- Não- Sina cruzou os braços.

- Não o que?- ri.

- Você e essa sua mania de me pegar despreparada, precisa parar com isso.

- É o meu trabalho Sina, tiro fotos de coisas bonitas- falei sorrindo.

Sina abaixou a cabeça e balançou o corpo, como eu reconheço bem seus sinais, percebi que ela estava incomodada.

Behind the lights |HIATUS|Onde as histórias ganham vida. Descobre agora