Capítulo 4 - Alícia

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Sextoooooooooou nesse friozinho!!! Vamos de capítulo, onde tudo começa acontecer de verdade? Foi apenas uma transa? Vamos espiar!!

Gratidão pelo apoio!! Estou conseguindo me organizar para responder os comentários do capítulo anterior!

***

— Lucas, você tem cara de pandeiro — Paulo falou provocando o irmão. Oh, céus, eles iam começar essa briga logo na rua?

— Não tenho! Mãe, o Paulo falou que eu tenho cara de pandeiro.

Com a mochila pendurada em cada ombro, uma mão segurando cada mãozinha dos meus filhos, lá estava eu, caminhando de volta para casa, depois de expulsar Bernardo.

Que mãe era eu que levava homem para casa onde tinha meus pequeninos para cuidar. Sabia que a culpa iria me dominar, mas ela poderia ter vindo sem a briga rotineira deles.

— Cara de pandeiro.

— Oh mãe!

— Silêncio os dois! — falei brava e parei antes de atravessar a rua. Lucas estava chorando enquanto Paulo continuava a provocar seu irmão. — Vamos falar palavras bonitas um para o outro? Estou cansada dessa provocação de vocês dois.

— Viu Paulo.

— Cara de pandeiro. Lucas tem cara de pandeiro.

Chegamos em casa nessa sinfonia, abri o portão, depois a porta de casa e fui para a cozinha, tirar o resto de lanche que ficou na mochila, colocar a roupa usada na área de lavar e preparar algo para eles comerem.

O bom da rotina, era que não dava tempo para lamentações, pelo menos, não da minha parte.

— Mãe, olha o Lucas, ele disse que eu gosto de banana.

— Paulo, você gosta de banana — respondi sem paciência enquanto constatava que havia frutas que eu não tinha pegado. Quando olhei para o leite condensado, percebi que Bernardo havia deixado as coisas dele comigo.

— O que é isso? — Lucas perguntou pegando o pote do doce e chamando atenção do irmão. — Pode comer?

— Não. Quero os dois sentados no sofá esperando a mamãe levar comida para vocês. Tem melão e melancia.

— Oba! — os dois gritaram e seguiram para me obedecer. Escondi o pode te doce, coloquei o pêssego e o kiwi na fruteira e refleti sobre o que fazer com eles.

Só de lembrar naquele homem, meu corpo inteiro aqueceu, meu rosto esquentou e a vergonha tomou conta. Que essa aventura servisse para que eu ficasse mais cinco anos em abstinência.

Minha barriga roncou e deixei a necessidade de comer para depois. Como sempre tentava fazer, prioridade era as crianças, então, cortaria o melão e as maçãs para que eles lanchassem.

Nem deu tempo de começar a cortar e os dois voltaram para a cozinha, um brigando com o outro, por coisas bobas. Tentava controlar meu temperamento e os gritos, mas as vezes era inevitável.

— Vão para a sala, está quase pronto — falei impaciente e novamente eles seguiram para me obedecer.

Respirei fundo, cortei as frutas, coloquei em um pote e entreguei para os dois na sala, que já se entretinham com os brinquedos. Liguei a televisão para deixar em algum canal de desenho, fui para o quarto, conferir se algo estava fora do lugar e ajeitei a cama, tendo doces lembranças do que vivi.

Em uma ânsia de que ele iria atrás de mim, fui em busca do meu celular e conferi as mensagens. Decepção fazia parte da minha rotina, por isso nem me incomodei quando não tinha nada dele, apenas da minha chefe, perguntando se eu iria amanhã e minha mãe, querendo foto dos meninos.

Cedendo à Paixão  - DEGUSTAÇÃOOnde as histórias ganham vida. Descobre agora